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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Jô, Luan e Otero são os maiores problemas do Corinthians

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

25/03/2021 12h19

O Corinthians tem uma defesa muito boa, principalmente agora que Cássio e Fagner recuperaram o melhor momento.

E a boa defesa recebe boa proteção de Gabriel. Gabriel e mais um.

Uma boa defesa bem protegida é o passe livre para que se tenha um jogo de contra-ataque. Foi assim que o Corinthians venceu o São Paulo no Brasileiro.

Mateus Vital é um bom nome no ataque. Mosquito também. Falta um nome com velocidade, um "encantador", pois Leo Natel não consegue se firmar.

Mas os problemas são maiores que Lei Natel, de quem pouco se poderia esperar mesmo. Seria injusto culpá-lo.

O problema é Jô. O centroavante que foi uma bóia de salvação por muito tempo, hoje é uma âncora. Lento, não consegue jogar pelos lados, abrindo espaços para companheiros. Fixo na área, não finaliza. É apenas um lutador para conseguir uma "casquinha" no tiro de meta.

O problema é Luan. Não arma o jogo. Não constrói. Não combate. Não chuta a gol. A cada dia, mostra-se uma aposta furada de Tiago Nunes, que também foi uma aposta furada. Um erro acarreta outro.

O problema é Otero, o baixinho que chuta forte. E só. O cinema novo se baseava em uma ideia na cabeça e uma câmera nas mãos. Otero tem um canhão nos pés e nenhuma ideia na cabeça.

Com tantos problemas, o Corinthians tem onze pontos em 15 disputados no Paulista. Aproveitamento de 73,3%. Pensar apenas nisso, pode ser outro problema. Campeonatos mais duros estão aí, na esquina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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