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Brasileirão suspenso por falta de bolas causa revolta na população

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

22/01/2021 12h54

A incompetência dos dirigentes brasileiros chegou ao máximo. O Brasileirão será suspenso.

Não há bolas.

Tudo começou com a briga entre o presidente do Futebol Brasileiro com a China. Gratuitamente, ele e seus três filhos acusaram os chineses de tentarem espalhar o comunismo no Brasil através de convênios firmados pela gestão anterior. Entre os jovens jogadores enviados para intercâmbio no Brasil estaria um bisneto de Mao Tse Tung.

Então, chegou a Grande Pandemia e faltou bola no mundo. Os chineses desenvolveram um pó, que, em contato com água, se transformava em couro. E do couro, se fazia a bola.

O presidente do Futebol Brasileiro negou. Disse que essa bola transformaria os jogadores em lagartos e recomendou outro tratamento, negado em todo o mundo. As bolinhas eram pequenas, como as de pingue pongue.

O povo entrou em desespero.

Então, o presidente do Futebol Brasileiro aceitou o tratamento chinês. Mas os chineses se recusaram a mandar mais do pó mágico.

As bolas seriam distribuídas parcimoniosamente para os clubes de todos os estados. Os mais velhos, os que enfrentaram as doenças causadas pela falta de futebol etc.

Carlota, filha do presidente do Futebol Brasileiro, furou a fila. Criou o Milícia F.C e já está treinando. Fabiana, outra filha, montou um esquema para vender vaga na fila da bola laranja.

A falta de futebol levou a população à revolta. Já há movimentação para pedir o impeachment do presidente. Ele exagerou ao mexer com o ópio do povo, que ficou sem bolas e futebol.

Se ainda fossem vacinas...

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