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São Paulo escala Muricy e Paulinho da Viola para ajudarem Fernando Diniz

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

08/01/2021 12h35

Um gênio da raça e um treinador com história gigante no clube são as armas da diretoria do São Paulo para ajudar Fernando Diniz a enfrentar a turbulência que, enfim, chegou ao São Paulo, com contusões, suspensões, expulsão, briga de Diniz com Tchê Tchê e uma partida sem caráter contra o Bragantino.

Paulinho da Viola é a inspiração, com seus versos antológica: "faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro, leva o barco devagar"

A ordem é evitar turbulência.

A execução fica a cargo de Muricy Ramalho. Ele tem conversado bastante com Diniz a respeito do momento atual. Nada de cobrança, apenas apoio e tranquilidade.

A análise é a seguinte: o time é líder e chegou à liderança baseando-se em uma ideia de jogo que não pode ser questionado na fase final. A saída com jogo apoiado é a essência do jogo de Diniz. Para que mudar?

Quando outros diretores falam com Diniz, o assunto é o futuro e não o presente. Mais uma forma de dar apoio.

Diniz e Tchê Tchê não serão questionados pela briga. A diretoria considera que tudo foi resolvido entre eles e reavivar o assunto só fará mal ao projeto do título.

A maneira "pouco ligada" como o time entrou em campo contra o Bragantino também é bem assimilada. Quem acompanhou a viagem, viu a preleção e a conversa antes do jogo, garante ter presenciado um time comprometido com a vitória e com o título.

A explicação não existe, além do jargão: é futebol, levou um gol em três minutos, depois mais um, reagiu e levou o terceiro. Nada além.

A diretoria acredita que o Flamengo já passou por quatro de seus seis "jogos fáceis" e que a vantagem não diminuiu. Está atenta ao jogo contra o Inter, que ressurgiu.

E faz contas. Se, após os jogos contra Santos, Furacão e Inter - considerados muito duros - a distância ainda for de seis ou sete pontos, tudo ficará mais fácil.

Então, nada de ondas bravias ou ansiedade. A hora é de tranquilidade e confiança. No treinador, no seu método de trabalho e na gordura acumulada até agora.

Vejamos se vai dar certo ou se um chacoalhão poderia ter feito mais.

Menon