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Abel e Abel: o estudo e o achismo

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

01/12/2020 04h00

O nome é igual, mas é só um detalhe. A comparação seria a mesma se fossem Zeferino José ou Christian Alberto.

O importante é ver a diferença de postura entre Abel Ferreira e Abel Braga. E uma frase de cada um mostra a diferença de postura.

O português Ferreira chegou ao Brasil muito bem informado sobre o elenco palmeirense, inclusive sobre as revelações.

O brasileiríssimo Braga, assustado na primeira derrota, disse que era início de trabalho e que ainda não sabia o nome de alguns jogadores.

Como assim? Não estava acompanhando o campeonato? E, só ser contratado, não deveria ter feito a lição de casa? Ou foi apenas uma forma de expressão? Toda opção é errada.

O fato é que o Inter de Abel vai e o Palmeiras de Abel sai. É muita diferença de intensidade, até pela lamentável infecção de Abel pelo coronavírus.

E o azar, se é que existe. Thiago Galhardo, artilheiro do time, desandou a errar penais.

O Abel do Palmeiras conquistou a cumplicidade. Está sempre a elogiá-los, enquanto Luxemburgo falava em reforços e dizia que o elenco não permitia que jogasse bonito.

A única derrota de Abel Ferreira foi contra o Goiás, com o time dizimado pelo Covid e com um gol sofrido nós acréscimos.

A única vitória de Abel Braga foi contra o América, também nos acréscimos. E o time foi eliminado nos pênaltis.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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