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"Cebola Mecânica" mostra que é possível vencer com velocidade

Wesley comemora gol do Palmeiras contra o Red Bull Bragantino - Diogo Reis/AGIF
Wesley comemora gol do Palmeiras contra o Red Bull Bragantino Imagem: Diogo Reis/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

29/10/2020 21h19

O futebol brasileiro adora uma falsa polêmica criada pela "inteligentzia" jornalística. A última, abençoada pelo politicamente correto é "saída de trás x obscurantismo".

Se você não é a favor da saída de bola com qualidade, construindo o jogo de pé em pé, você é um atrasado, um sabotador do jogo moderno.

Nem precisa ser contra. Se você se assusta com três atacantes na área de seu time e a bola sendo rodada de um zagueiro para outro, você é anti. Anti o quê? A ideia defendida pelos manuais.

Se você mostra os gols sofridos por Jean, Poli, Volpi, Cássio e Anderson, do Bahia, você é um resultadista pré-histórico.

Cebola, técnico do Palmeiras, está mostrando que é possível vencer com jogo vertical, velocidade e sem trocar passes por um minuto até conseguir uma conclusão.

O primeiro gol foi de contra-ataque, com bola roubada por Wesley. O segundo, com lançamento de Felipe Melo e o terceiro com chute de Weverson (que coisa mais old fashion, meu Deus). Demodê.

Cebola mostrou que há mais de uma maneira de vencer. A dele, contra o Bragantino, foi sem sustos. A mí, me Gusta.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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