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Ceni dá aula de senso coletivo em Brasil horrorizado com Leblon

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

04/07/2020 04h00

Crivella abriu mão das restrições contra o Coronavirus e muitos pares de mãos se uniram em copos de chopp no Leblon.

Toda forma de contato social vale a pena poderia ser a música símbolo da reunião. Uma adaptação de Paula e Bebeto.

Os vídeos impressionam, mas é bom dizer que a irresponsabilidade não é exclusividade do Leblon. O Brasil todo está cheio de exemplos de hormônios a mil, dando de ombros para a crise.

Outra parte da sociedade se mobiliza. Há muita gente tentando ajudar os que mais sofrem. Campanhas para adquirir máscaras para os povos indígenas e para as favelas.

Os cidadãos lutam.

Rogério Ceni, treinador do Fortaleza, deu seu exemplo. Aceitou um adiamento salarial de um mês para que os funcionários do clube não fossem demitidos ou tivessem cortes salariais.

É um exemplo no momento em que o Brasil vive carente de exemplos. Um ato de cidadania em que sentimos falta de cidadania. Liderança em um país à deriva.

Depois que a pandemia passar, Ceni merece um chopp no Leblon.

Menon