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Honda em ponto morto

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

02/07/2020 04h05

Vi Botafogo 6 x 2 Cabofriense e Portuguesa 0 x 0 Botafogo. Os resultados evidenciam a enorme diferença de rendimento do time de Autuori entre um jogo e outro.

Só uma coisa foi igual: o fraco rendimento de Honda. O japonês se coloca como um volante de trânsição pela direita. Um construtor de jogadas, um dos responsáveis para que a bola chegue até Bruno Nazário ou Luis Henrique ou Luis Fernando e daí a Pedro Raul.

E o que se viu nos dois jogos foram passes laterais e muito pouca velocidade. Um trotezinho aqui e uma corridinha ali.

O índice de acerto dos passes impressiona. Acertou 109 e errou sete, segundo o footstats. Aproveitamento de 94%. Ótimo, mas Honda precisa arriscar mais e sair da zona de conforto. Precisa de passes que se transformem em gols.

Caso contrário, vai para os boxes mais cedo, como diz o amigo Nelson Nunes

Menon