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Daniel Alves manda no São Paulo? Silêncio ajuda a construir narrativa

Alexandre Schneider/Getty Images
Imagem: Alexandre Schneider/Getty Images
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

26/06/2020 15h14

Torcedor é apaixonado. Não liga para veracidade. E, com a internet à mão, propaga o que quer.

Há uma narrativa em construção.

Ela diz que Daniel Alves faz o que quer no São Paulo. A afirmativa se baseia em três pontos.

1) Daniel indicou Fernando Diniz - A versão foi propagada por Vagner Mancini, que assumiu um cargo executivo no São Paulo jurando que nunca aceitaria dirigir o clube. Depois, aceitou, na espera por Cuca. E quando Cuca saiu, tentou ficar. Na verdade, alguns jogadores, entre eles Daniel, pediram, sim, Diniz. Nada errado. Aliás, muito certo. Mancini é treinador sem futuro.

2) Daniel decidiu que jogaria pelo meio - Não decidiu. Disse que renderia mais. E está rendendo muito, muito mais.

3) Daniel volta aos treinos uma semana depois - Sim, é um fato. E o clube, que poderia esclarecer, prefere o silêncio. Procurei a assessoria de comunicação e a resposta foi lacônica: "houve um consenso entre Daniel e o clube". Fica um mistério no ar, que ajuda a criar a narrativa.

Outros estão atrasados. Gonzalo Carneiro volta no sábado (27) por que não havia voos.

Há mais três que não tem o nome revelado. O motivo é estranho: se disser quem está atrasado, será fácil descobrir qual jogador está com Covid-19. O nome é mantido em segredo.

Menon