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Voltou o futebol. Sem Muralha Amarela, sem abraços e com muito contato.

Erling Haaland, do Borussia Dortmund, comemora gol contra o Schalke 04 - Alexandre Simoes/Borussia Dortmund via Getty Images
Erling Haaland, do Borussia Dortmund, comemora gol contra o Schalke 04 Imagem: Alexandre Simoes/Borussia Dortmund via Getty Images
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

16/05/2020 12h33

Parecia uma quadrilha. Dança de quadrilha, que fique bem explicado. Um aqui e outro ali, pelo menos dois metros de distância. Haaland e seus companheiros, comemorando, sem contato, o primeiro gol do Borussia contra o Schalke 04.

A volta do campeonato alemão, o primeiro da Europa a retornar em tempos de pandemia, foi cercada de muitos cuidados. Comemoração só com os cotovelos, gandulas e jogadores reservas com máscaras e nada de torcida. A Muralha Amarela fez falta pela festa, mas o Borussia Dortmund massacrou o Schalke 04 mesmo assim, sem a presença de seus fanáticos.

Barulho, só dos treinadores. O eco amplificava seus gritos. Possivelmente ouvimos belos palavrões alemães.

Os jogadores foram testados. Ficaram isolados por uma semana em hotéis. Cada um em seu quarto. Não houve cumprimentos antes do início dos jogos. Nada de protocolo.

Tudo correto, bem de acordo com a imagem que temos sobre a famosa eficiência germânica.

Mas o contato foi enorme. Jogadores não usavam máscara e dividiam jogadas como em um jogo normal. Como um jogo de tempos normais, sem a pandemia.

É lógico que não existe futebol sem contato. E nem futebol com máscara, literalmente falando. Então, ainda se corre o risco. Uma pessoa correndo pode espalhar o coronavirus até por dez metros de raio.

Mas os jogadores não estão infectados. Mas, e se um deles estiver? Se houve alguma falha nos protocolos todos?

O tempo vai dizer. Uma boa resposta será a senha para a bilionária engrenagem que envolve o futebol volte a girar. O mundo está na torcida.

Menon