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Sincerão - Ronaldo e Romário fora do top-5

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/05/2020 04h00

Gravei o quadro Sincerão (o vídeo completo está no blog) e uma das tarefas era citar os cinco maiores atacantes que vi jogar. E na lista, não estão Romário e nem Ronaldo. Gigantes.

Talvez por ser mais velho que a maioria dos colegas - e da população brasileira - fiz minha análise a partir de um período mais antigo. E fui buscar Pelé e Garrincha. Eles, que mudaram a Copa de 1958, quando substituíram Joel e Mazzola. Juntos, nunca foram derrotados com a camisa da seleção brasileira.

Se Pelé é inquestionável, pode ficar a impressão de que Garrincha entra na lista apenas por ter sido seu fiel escudeiro. Nada mais enganoso. Em 62, sem Pelé, Garrincha foi o dono da Copa. Teve uma linda carreira solo, enfrentando, com seu Botafogo o Santos de Pelé.

Definidos os dois primeiros, dei um salto no tempo e cheguei a Messi e Cristiano Ronaldo, os donos do futebol no terceiro milênio.

Falar o quê? Messi, pequeno e inventor de uma coloca mágica que une a bola a seu pé. Habilidoso, driblador e matador. Messi, The Kid. Procurado e não achado por Boateng e que tais.

E Cristiano Ronaldo, forte, atleta, cabeceador e presença de área incrível. Um dos jogadores mais efetivos da historia do futebol.

Passado e presente. Quatro vagas decididas.

Bem, confesso a vocês que este tipo de escolha tem muito a ver com memória afetiva e com emoções vividas. Não é uma média de quesitos, como escola de samba. Impulsão, drible, habilidade, força, personalidade...

Como votar em Gerd Müller ou Van Basten, se vi, in loco, Romário ser campeão do mundo em 94 e Ronaldo repetir a dose em 2002? E se algumas das melhores lembranças de minha vida estão ligadas à Copa de 70, quando Jairzinho fez 7 gols em seis jogos?

Oh, dúvida cruel.

Três monstros.

Descartei Ronaldo pela Copa de 2006, quando se apresentou muito acima do peso, comandou a gandaia com Ronaldinho e pouco se importou?

Fiquei entre Jair e Romário, grandes destaques em apenas uma Copa.

Optei por Jair. Realmente, aquela seleção foi a melhor de todas as Copas. Seu artilheiro merece estar na minha lista, mais emotiva do que analítica.

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Menon