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Parabéns, Daniel Alves! E o título? Os corneteiros do Conselho vão te pegar

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

06/05/2020 17h34

Daniel Alves chega aos 37 anos. O jogador brasileiro mais vitorioso em todos os tempos. Sucesso na Espanha e na França. Melhor jogador da seleção brasileira na Copa América-19. E demonstrando que pode chegar em 2022. Não é uma certeza, mas uma possibilidade. E quem tem certeza de alguma coisa nos dias de hoje?

O melhor jogador em atividade no Brasil pré-pandemia. O comandante de um São Paulo que tinha momentos de encantamento. Não era constante, mas dava sinais de pegar no breu.

Tem ainda dois anos e três meses de contrato com o São Paulo. Um acordo longo que já não lhe era oferecido na Europa. Um salário europeu na América do Sul.

Os títulos passados não adiantarão nada se não ganhar um título. O bom trabalho será esquecido. E o salário e o tempo de contrato, tratados como normalidade, serão extremamente questionados se o título não vier.

E se será assim com Daniel, imaginem com Juanfran.

A culpa não é deles. É da pressão que vive um clube glorioso sem títulos. Culpa de uma reunião de conselheiros ultrapassados. Perdidos no tempo, sem brilho na gestão e incapazes de uma ideia moderna.

Vivem do passado e da intriga.

Dançam uma música ultrapassada. Dois pra trás e...mais dois pra trás. Melodia monocórdica. Ao som de uma corneta estridente.

Te cuida, Daniel!

Menon