PUBLICIDADE
Topo

Diniz e os problemas da vida real

Fernando Diniz, técnico do São Paulo, orienta o time durante a derrota para o Santo André no Paulistão - Rubens Chiri/saopaulofc.net
Fernando Diniz, técnico do São Paulo, orienta o time durante a derrota para o Santo André no Paulistão Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

10/02/2020 11h30

É fevereiro. Chuvas. São Paulo alagada. Um caos. Nenhuma surpresa. É sempre assim. Os candidatos a prefeito prometem maravilhas à cidade, projetos futuristas e não consertam o básico, o que afeta a vida cotidiana de milhões de pessoas. De cidadãos.

Mal comparando, Fernando Diniz tem algo assim na sua carreira. Muito mal comparando, diga-se de passagem (obrigado Neto). Estamos falando aqui de um profissional sério e discreto.

Ele não fala de grandes mudanças, não promete revoluções. Seus seguidores, sim, é que espalham aos quatro cantos as maravilhas de suas ideias.

Diniz é apenas fiel ao seu pensamento futebolístico: um time que se impõe em campo a partir da posse de bola. Não é um time de contra-ataque, é um time de troca de passes.

Até aí, tudo bem. Mas há problemas a serem corrigidos. Um deles é crônico, o outro só identifiquei no São Paulo.

Vamos começar pelo específico. Viram o gol da Inter de Limeira contra o Corinthians? Lucas Braga foi ao fundo e cruzou para trás. O atacante Tcharlles chegou de frente para o gol e marcou.

Esqueçamos os nomes. É um clássico do futebol mundial. Quantas e quantas vezes vimos gols assim?

No São Paulo de Diniz, eu me lembro de duas. Com Antony e Igor Gomes. E, em compensação, foram 51 cruzamentos contra o Santo André.

Que tipo de cruzamentos? De pé trocado, da intermediária para a área. Em diagonal. Inúteis. Os zagueiros saem com dor de cabeça e levam o Motorádio para casa.

Não entendo está tendência de atacante destro na esquerda e canhoto na direita.

E o problema crônico. Linhas adiantadas, pressão alta, bola circulando de um lado para outro e...de repente, um contra-ataque que pega a defesa desprevenida.

É algo que Diniz precisa arrumar.

Eu acho que Diniz está fazendo um bom trabalho. Que culpa ele tem se Vitor Bueno perdeu um gol imperdível?

E que culpa ele tem, se Juanfran mostrou-se totalmente frouxo na marcação dos cruzamentos que resultaram nós dois gols? O espanhol é conhecido por compor a linha defensiva e errar muito pouco. Errou muito.

É hora de buscar opções. De encontrar soluções. Ou. essa defesa continuará a fazer água, como nossa querida e abandonada cidade de São Paulo.

Menon