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"Patada" de Jesualdo demonstra choque cultural e incômodo com Sampaoli

Jesualdo comanda treino do Santos no CT Rei Pelé - Ivan Storti/Santos FC
Jesualdo comanda treino do Santos no CT Rei Pelé Imagem: Ivan Storti/Santos FC
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

28/01/2020 15h25

Antes de acertar com o Santos, Jesualdo Ferreira trabalhava como comentarista. Em sua coluna no jornal O Jogo, chamou de primeiro "embate" sua primeira coletiva.

Após a vitória sobre o Guarani, irritou-se com uma pergunta sobre intensidade do time. Choque cultural na veia.

Não sei como é a imprensa portuguesa, mas deve ser diferente da brasileira, a ponto de ele considerar "embate" algumas perguntas normais.

E, talvez em Portugal, não haja aquele "quebra-queixo" do pós jogo. Um homem de 73 anos, em pé, sufocado por um mar de microfones. E respondendo perguntas incômodas.

Jesualdo e Sampaoli são muito diferentes. Questionamentos, se houver, devem ser feitos ao presidente Peres, que optou por ruptura na linha de pensamento.

Sampaoli gostava de laterais que derivassem pelo meio (Jorge é o maior exemplo) e Jesualdo quer laterais que avancem, combinando com os pontas.

Jesualdo prefere um centroavantão aproveitando cruzamentos. Sampaoli fez o baixinho Sasha render muito, com velocidade e troca de posicionamento.

Há diferentes maneiras de jogar bem. Há diferentes maneiras de se vencer. Jesualdo deve ser questionado por seus resultados e não por seus conceitos.

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