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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: Galo dá show e massacra. Fla joga mal e empata graças ao VAR

Jogadores do Atlético-MG comemoram gol de Guilherme Arana contra o Fortalezaa - Fernando Moreno/AGIF
Jogadores do Atlético-MG comemoram gol de Guilherme Arana contra o Fortalezaa Imagem: Fernando Moreno/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

20/10/2021 23h42

Na teoria, tomando como base as campanhas no campeonato brasileiro, a consistência dos adversários e o trabalho mais longevo do treinador, o Fortaleza era o oponente mais difícil dos dois favoritos na semifinal da Copa do Brasil. Mas o Atlético Mineiro pulverizou tal lógica, se é que podemos chamar assim.

Uma goleada impiedosa de 4 a 0, com a armadilha do Galo funcionando perfeitamente no duelo em Belo Horizonte. Pelo placar, atuação impactante e diferença técnica entre as equipes, a presença atleticana na decisão do mata-mata nacional é algo virtualmente certo, só uma mudança absolutamente improvável de rumo impedirá a classificação do líder da Série A.

A irregularidade do Athletico nos seus últimos jogos, os quatro anteriores com o novo técnico, Alberto Valentim, fez parecer o time paranaense perigosamente instável para a semifinal. Mas o Flamengo de Renato Gaúcho, mais uma vez, não soube impor sua maior qualidade técnica. Um jogo aberto, com times concedendo fartos espaços, muita correria e chutões, lançamentos.

Os flamenguistas abriram o placar ainda na primeira etapa, mas jamais se impuseram. Os atleticanos eram mais correria desorganizada do que um time com uma estratégia consistente. Mas empataram com gol de cabeça no início do segundo tempo, mais um assim sofrido pelo Flamengo, em jogada aérea, como contra Grêmio e Juventude, por exemplo.

E como sairia a virada do Furacão? Obviamente de cabeça, com Renato Kayzer, em cima de Léo Pereira, que também errou na marcação a Pedro Henrique no de empate. Isso depois de o time carioca tentar "sair jogando" três vezes rifando a bola, como tem sido comum sob o comando de Renato. Um Flamengo desconjuntado, fraquíssimo no jogo aéreo defensivo e que não se impõe.

O empate não sairia, jamais, não fosse o tolo pênalti cometido por Lucas Fasson em Rodrigo Caio no último lance do jogo. Desses penais de VAR já inseridos no futebol. Pedro empatou, mas o time de Renato não fez por merecer o 2 a 2. Detalhe, o chute do centroavante para as redes de Santos dignificou apenas a segunda finalização no alvo feita pelo time carioca em toda a segunda etapa.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL