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Mauro Cezar Pereira

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Galo tem problemas nas vitórias e tropeços. Desfalques não justificam tudo

Atlético e Chapecoense pela quinta rodada - Agência I7/Mineirão
Atlético e Chapecoense pela quinta rodada Imagem: Agência I7/Mineirão
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

22/06/2021 04h00

De um lado Everson; Guga, Gabriel, Réver e Guilherme Arana; Allan, Tchê Tchê (Calebe) e Jair (Zaracho); Hyoran (Echaporã), Hulk e Keno (Sasha). Técnico: Cuca

Do outro João Paulo; Matheus Ribeiro, Ignácio, Felipe Santana e Derlan; Guedes (Bruno Silva), Lima, Anderson Leite, Ravanelli e Fernandinho; Anselmo Ramon (Perotti). Técnico: Jair Ventura

Mesmo com os muitos desfalques, o Atlético levou a campo um time muito mais forte do que o da Chapecoense. Não passou de um empate (1 a 1) e correu o risco de perder em pleno Mineirão.

A bola, que cinco dias antes a equipe de Cuca deixara com o Internacional, em imensa crise e então sem técnico, desta vez seu time não pode rejeitar. Em Porto Alegre, o Galo fez um gol e da metade do primeiro tempo em diante, se defendeu, pouco agrediu (o conjunto gaúcho teve a pelota por 57% do tempo e arrematou 11 vezes contra 6).

Era possível mais, ante o momento do rival, eliminado precocemente da Copa do Brasil, tropeçando até contra o Always Ready da Bolívia. E com o treinador espanhol Miguel Ángel Ramírez demitido dias antes.

Jair Ventura fez mais do que se esperava com a Chape. Se a equipe teve apenas 33% de posse, finalizou 13 vezes contra 14 dos atleticanos (estatísticas Onefootball). E teve chances de vencer, a ponto de Anselmo Ramon, impedido, tocar na bola que ia entrando, invalidando o tento de sua própria equipe

O elenco do Galo tem até jogador de US$ 7 milhões no banco, o argentino Zaracho, que entrou durante o cotejo. A postura fechada quando o oponente vai mal e é possível fazer melhor deve preocupar torcedores. E quando os papéis se invertem, o adversário usa tal estratégia e ameaça vencer, mais ainda. Não olhem apenas o placar, vejam o que (não) joga um time com tantas opções.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL