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Mauro Cezar Pereira

Ceni muda três titulares, Flamengo fracassa e Ceará vence mais uma: 2 a 0

Vina comemora primeiro gol do Ceará  - Jorge Rodrigues/AGIF
Vina comemora primeiro gol do Ceará Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

10/01/2021 18h01

O Ceará voltou a vencer o Flamengo por 2 a 0, desta vez no Maracanã, repetindo o placar da partida do turno, em Fortaleza. Foi a segunda derrota rubro-negra na semana (antes Fluminense 2 a 1) em atuação inexplicável nos primeiros 45 minutos, grande triunfo do Vozão, que deixa de "presente" uma crise imensa no rival novamente derrotado.

Rogério Ceni apresentou três novidades, César no gol, Gustavo Henrique na zaga e Pedro no ataque. Hugo, Natan e Gabigol perderam suas posições. Mas a derrota não teria passado pelo trio, não fosse o erro do goleiro no segundo gol. Contudo, é ele, o treinador, quem está no olho do furacão.

Quando foi superada a metade do primeiro tempo, o Flamengo perdia por 1 a 0, gol de Vina, finalizando, livre, e sequer havia arrebatado na direção do gol do Ceará. Organizado, o time cearense não corria riscos e os rubro-negros eram hesitantes defensivamente além de inofensivos no ataque.

Aos 26 Arrascaeta fez boa jogada pela faixa central, Pedro funcionou bem como pivô e o uruguaio chutou para a primeira (e ótima) defesa de Richard. Um raríssimo momento positivo do Flamengo até então.

Aos poucos os rubro-negros conseguiram colocar o time alvinegro dentro da própria área e houve até uma parcial pressão na parte final da etapa inicial. Melhorou pouco o time de Rogério Ceni, mas sem oferecer grandes riscos ao de Guto Ferreira.

O primeiro tempo de domingo foi pior do que o segundo na derrota de quarta-feira para o Fluminense. A impaciência do torcedor com tamanha passividade era justificável, mas o problema não se limita ao técnico, como muitos afirmam.

Na metade do segundo tempo, quando Pedro perdeu sua segunda boa chave após o intervalo, Ceni trocou Everton Ribeiro por Gabigol. Não demorou e o centroavante da camisa 21 voltou a desperdiçar ótima oportunidade. O Ceará, muito encolhido, corria riscos e Guto também substituía para segurar a pressão.

Sim, o Flamengo melhorou no segundo tempo (como piorar?) e Diego entrou bem na partida. Mas nada disso atenua mais uma derrota diante de um adversário fechado que, ao negar os espaços ao time carioca, sustentou a vantagem.

E ainda ampliou no final, em falha de César, uma das opções de Ceni. Mais uma vitória do Vozão sobre o Flamengo no Maracanã, a segunda nos últimos três confrontos. A crise rubro-negra ganha dimensões gigantescas.

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