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Mauro Cezar Pereira

Ao abrir mão de Benítez, Vasco sinaliza que tomará o remédio amargo em 2021

German Cano e  Benítez comemoram gol - Rafael Ribeiro / Vasco
German Cano e Benítez comemoram gol Imagem: Rafael Ribeiro / Vasco

26/12/2020 04h00

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Alexandre Campello, que vive seus últimos dias na presidência do Vasco, desejava adquirir em definitivo os direitos sobre Martin Benítez. Leven Siano, candidato derrotado à presidência do clube, também parecia ter mirabolantes planos para ficar com o argentino. Jorge Salgado, que estará no cargo em janeiro, desistiu ao se deparar com a irredutibilidade do Independiente.

O clube de Avellaneda aceitava ceder o meia apenas com o pagamento da multa de US$ 4 milhões (aproximadamente R$ 21 milhões). Os cofres vascaínos não têm esse dinheiro, como se sabe. Salgado tentou prorrogar o empréstimo até o fim do Campeonato Brasileiro para então fazer uma proposta. Diante do "não" argentino, prevaleceu a responsabilidade financeira.

O remédio amargo da contenção de despesas para colocar um grande e endividado clube em ordem é rejeitado por muitos dirigentes, que seguem contratando e colocando o futuro das agremiações em risco. O presidente eleito do Vasco parece disposto a encará-lo. Não há opção diferente, salvo uma inesperada injeção de dinheiro que oxigenasse as finanças.

Salgado fala em arrumar a casa, pagar dívidas, criar condições para então investir no time de futebol. O clube terá que buscar novas receitas, algo absolutamente factível, se o trabalho for corretamente desenvolvido, ante a popularidade do Vasco, que possui uma das maiores torcidas do Brasil, além disso espalhada pelo país, não concentrada em uma região.

Claro que sempre existirão torcedores que acreditam em quem lhes prometeu o céu e irão reclamar da fragilidade do elenco, como se não existissem claras limitações financeiras. Mas provavelmente grande parte dos vascaínos dará apoio à gestão responsável. Após algum tempo, com um trabalho desenvolvido, o clube pode voltar aos trilhos. É a única alternativa.

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