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Mauro Cezar Pereira

Vitória do Palmeiras reativo reforça necessidade de um técnico estrangeiro

Wesley e Raphael Veiga comemoram gol do Palmeiras contra o Red Bull Bragantino - Diogo Reis/AGIF
Wesley e Raphael Veiga comemoram gol do Palmeiras contra o Red Bull Bragantino Imagem: Diogo Reis/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

29/10/2020 20h54

Analisemos especificamente o jogo Palmeiras 3 x 1 Red Bull Bragantino, disputado na noite desta quinta-feira, em Bragança Paulista. Não restará dúvida sobre a eficiência da estratégia adotada pelo técnico interino do campeão paulista, Andrey "Cebola" Lopes. Mas se pensarmos em algo mais adiante, não será difícil concluir que isso não basta.

Não que jogar assim, de forma assumidamente reativa, seja proibido ou ilegítimo. Óbvio que não. A questão é: o que fez o Palmeiras na vitória sobre o time do energético tem muitas semelhanças com aquilo que víamos com outros treinadores que pelo clube passaram. Algo que em determinadas partidas funciona, mas não basta se o objetivo for extrair do ótimo elenco palmeirense tudo o que pode oferecer.

Andrey foi feliz na estratégia, explorando a característica do adversário, que procura jogar com a bola e ocupando o campo de ataque. Assim, utilizou muito bem os fartos espaços e não perdoou os erros grotescos dos defensores da equipe do interior, especialmente no segundo e terceiro gols.

Se no primeiro tempo o Red Bull Bragantino teve 62% de posse de bola, no segundo chegou aos 68%, segundo as estatísticas do SofaScore. O Palmeiras, que marcava em seu campo na primeira etapa, atraindo o adversário, após o intervalo recuou ainda mais, para perto da própria área, procurando sustentar a vantagem no placar e eventualmente sair em velocidade.

Firme e segura a defesa palmeirense, inclusive para travar finalizações de atacantes do Red Bull Bragantino diante do goleiro, nos dois tempos da peleja. Rápido e certeiro o ataque do time de Cebola, que marcou três gols em quatro finalizações certas. Estratégia adequada para este confronto, mas o Palmeiras precisa de mais. Precisa das chamadas novas ideias, de repertório, variação. E se esse cotejo for utilizado como referência, apesar da boa vitória, a necessidade de contratar um técnico estrangeiro ficará ainda mais evidente.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL