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Del Valle espreme Flamengo. Vexame histórico, surra de 5 a 0 injustificável

Jogadores do Flamengo cabisbaixos durante a pífia atuação diante do Independiente del Valle, pela Libertadores Imagem: Pool/Getty Images
Mauro Cezar Pereira

17/09/2020 22h55

Os recentes 3 a 0 sofridos diante do Atlético Goianiense e a derrota por 2 a 0 para o Ceará no domingo passado irritaram o torcedor do Flamengo. Mas ainda tinha mais vexame a caminho, algo pior, pela Libertadores em partida deplorável, na qual o adversário dominou totalmente o atual campeão e o espremeu sem dó. Os 5 a 0 impostos pelo Independiente Del Valle foram naturais, justos, óbvios até pela diferença entre as equipes no campo.

Domènec Torrent voltou a reunir os meias Diego, Arrascaeta e Everton Ribeiro. O objetivo parecia ser ter a bola e cadenciar o jogo. Não funcionou. A posse foi do Independiente Del Valle, com 58% e 262 passes certos contra 42% e 171; sempre mais organizado, perigoso e pressionando em diferentes momentos o Flamengo em seu campo. A equipe carioca não oferecia risco ao adversário, pois não tinha o controle, tampouco jogadas rápidas minimamente perigosas.

No primeiro tempo o time equatoriano finalizou nove vezes, seis na direção certa, uma para abrir o placar em bela jogada de Moisés Caicedo. Os rubro-negros arremataram uma só vez, com Gérson, para fora. Frouxa na marcação a ponto de permitir a tabela pelo meio de sua defesa com Willian Arão voltando lentamente, no trote, a equipe brasileira já merecia ter levado o primeiro gol, como na chance clara desperdiçada por Gabriel Torres.

Com Bruno Henrique, que reapareceu na volta após o intervalo depois de 18 dias sem jogar, o Flamengo abriu mão de Diego, que foi muito mal na etapa inicial. Poderia ter ido além o técnico catalão, com Thiago Maia na vaga de Arão, por exemplo. Com o camisa 5 em campo, mais uma vez passivo, driblado por Angelo Preciado na origem do lande, assim como Gérson. Finalização com liberdade no primeiro arremate do time na segunda etapa, 2 a 0.

Eram quatro minutos do tempo complementar quando o Del Valle ampliou. Aos 13, Gabriel Torres, da mesma região do campo, fez mais um. O Flamengo estava entregue exposto de tal maneira que nem mesmo altitude de Quito minimizava o vexame. Everton Ribeiro e Gérson saíram com 20 minutos para as entradas de Thiago Maia e Michael. Ambos os que saíram estavam mal, mas Arão vinha ainda pior e seguia em campo. Difícil entender Domènec nessa. Ainda houve tempo para John Sánchez escrever 4 a 0 no placar em lance iniciado por falha de Rodrigo Caio e Beder Caicedo meter o quinto gol.

Estranhamente, após as alterações, o Flamengo tinha quatro atacantes, mas não atacava. Exposto, sofria e corria riscos evidentes, tais os espaços. Claro, a maior carga de críticas desaba sobre o treinador, que teve mais uma jornada infeliz. Mas não foi o único vilão rubro-negro na noite de vexame. Os jogadores tiveram atuação indefensável, incompatível com o elenco que forma e os títulos que defendem. O trabalho de Miguel Ángel Ramírez é estupendo. Se daria certo caso o jovem (35 anos) espanhol fosse o substituto de Jorge Jesus, só as certezas dos donos da razão podem responder.

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