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Os bastidores do "flerte" do Flamengo com Cavani e dúvidas quanto ao futuro

Cavani comemora gol do Uruguai contra o Equador - Douglas Magno / AFP
Cavani comemora gol do Uruguai contra o Equador Imagem: Douglas Magno / AFP
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

02/04/2020 18h41

Walter Fernando Guglielmone, irmão de Edinson Cavani, revelou em entrevista a jornalistas da Itália que o uruguaio recebeu propostas de clubes sul-americanos, citando Boca Juniors, Flamengo e Palmeiras. A declaração do também agente do atacante do Paris Saint Germain confirma uma informação publicada no blog em 29 de novembro do ano passado, no texto Fla planeja 2020, procura novos "Marí" e fica atento a feras como Cavani.

Depois de cinco investidas na Europa em meados de 2019, quatro bem-sucedidas (Rafinha, Filipe Luís, Gérson e Pablo Marí) e uma que não se concretizou (Mario Balotelli), os rubro-negros perceberam que poderiam fazer mais negócios trazendo de volta ao continente sul-americanos e até mesmo contratar europeus. Antes mesmo desses reforços, um dirigente conversou com o ex-jogador Leonardo, dirigente do PSG, consultando-o sobre Cavani.

Na ocasião, o ex-lateral-esquerdo foi perguntado sobre o futuro do jogador, se o clube francês pretendia renovar seu contrato, com término previsto para 30 de junho próximo. Como ainda faltava perto de um ano para o encerramento do compromisso, a ideia era retomar o tema em forma de consulta no início de 2020, evitando algum mal-estar com os franceses. O que aconteceu, sem evolução, ainda mais depois que Gabigol finalmente chegou a um acordo contratual e Pedro retornou ao Brasil, emprestado pela Fiorentina.

Fato é que clubes como Palmeiras e Flamengo tinham condições de acompanhar o mercado europeu e se atrever a algumas investidas. Contudo, ante a pandemia de coronavírus, a inevitável mudança no mercado forçará readequações a todos os clubes de futebol do mundo. Assim, hoje é impossível saber se agremiações brasileiras, mesmo as poucas que têm boa estrutura financeira, serão capazes de competir minimamente nesse mercado. Um retrocesso não seria surpreendente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL