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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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EA pede registro de marca que pode ser novo nome do game de futebol Fifa

EA Sports e o seu FIFA 22, que pode ser o último jogo com esse nome  - Reprodução / Internet
EA Sports e o seu FIFA 22, que pode ser o último jogo com esse nome Imagem: Reprodução / Internet
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

13/10/2021 10h41

A desenvolvedora de jogos eletrônicos Eletronic Arts (EA) pediu registro ao Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) da marca "EA Sports FC". A solicitação foi feita em 4 de outubro, três dias antes de a EA anunciar que não pretende renovar o contrato que vence com a Fifa em 2022, o que faria com que o tradicional jogo de futebol para consoles e computadores Fifa, lançado pela primeira vez em 1993, mudasse de nome. EA Spors FC poderia ser uma opção.

O pedido de registro, que ainda precisa ser aprovado pela EUIPO, é uma garantia da empresa de que essa marca específica só pode ser usada por ela. Não significa que esse será o nome do jogo, já que ele pode ser registrado e nunca ser usado.

A EA Sports, braço da EA para jogos de esporte e que tem marcas fortes licenciadas como a NFL (liga de futebol americano), a NBA (de basquete) e a Fórmula 1, manterá contratos importantes com ligas do futebol, como a Premier League (Inglaterra), a Bundesliga (Alemanha) e a La Liga (Espanha), além dos acordos com a Uefa e a Conmebol para ter exclusividade na marca da Liga dos Campeões e da Libertadores.

Nesta quarta-feira, a empresa anunciou que renovou por alguns anos com a Fifpro, associação dos jogadores de futebol, que garante ao simulador de futebol presença dos atletas reais mesmo com o fim do acordo com a Fifa.

O contrato com a La Liga, por exemplo, foi renovado até 2030 e recentemente a EA estendeu com a Bundesliga e com a Uefa. Com esses acordos, a EA entende, apurou a coluna, que ter a marca Fifa já não é essencial para que o jogo tenha a chancela de simulador oficial do futebol — seu principal concorrente no segmento é o eFootball, o antigo PES (Pro Evolution Soccer), que teve o nome alterado em 2021 pela Konami.

Há também a questão financeira. Segundo o jornalista Tariq Panja, do NYT, a EA paga anualmente para a Fifa mais de US$ 100 milhões (R$ 548 milhões), que seria a principal receita comercial da federação internacional atualmente — informação confirmada pela coluna. A crise econômica causada pela pandemia explicaria a vontade da EA em economizar esse valor, o que seria um baque nas contas da entidade que comanda o futebol.

"É um naming rights que existe desde 1993, ou seja, 28 anos. Com certeza a EA tem métricas de avaliação e um histórico considerável para uma decisão como essa. Acredito que devem ter a certeza que não compensa mais tamanho investimento para um produto que é um sucesso após décadas. Uma interação com os gamers para a escolha do novo nome podem criar engajamento e uma baita sensação de pertencimento, ingredientes primordiais para conexão com os fãs do game", afirma Renê Salviano, executivo da agência de marketing esportivo HeatMap.