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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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Argentina se prepara para receber sozinha a Copa América; veja os estádios

Monumental de Núñez vai receber a abertura e pode ter a final da Copa América - Divulgação River Plate
Monumental de Núñez vai receber a abertura e pode ter a final da Copa América Imagem: Divulgação River Plate
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

18/05/2021 17h00

A possibilidade de a Copa América-2021 ser disputada totalmente na Argentina, com a retirada da Colômbia como sede conjunta, cresceu nas últimas horas. Reuniões ocorrem na Conmebol com presidentes de federações, patrocinadores e detentores de direito de transmissão para que uma decisão seja tomada logo. A coluna apurou que o governo argentino já trabalha com a possibilidade de ser sede única da competição por causa dos protestos violentos que ocorrem na Colômbia.

Na quinta-feira passada, após reunião de seu Conselho, a direção da Conmebol informou que o torneio, adiado de 2020 para 2021 por causa da pandemia, se manteria com dois organizadores, a Argentina e a Colômbia. Mas a o encontro foi tenso e não houve unanimidade nesta decisão. Duas propostas foram feitas: alterar a Colômbia pelo Chile, que usaria parte da estrutura da Copa América-2015, ou realizar toda a competição na Argentina, que já tem quatro estádios prontos para o torneio

A opção chilena é inviável e foi descartada por questões comerciais e de logística. Os contratos assinados amarram o torneio à Argentina e a Colômbia, e se um das sedes cair o natural é a outra assumir totalmente os compromissos. Há também já acordos prontos com empresas terceirizadas responsáveis por profissionais que cuidarão da estrutura da competição e é mais fácil fazer a migração para os parceiros contratados na Argentina.

A Argentina garantiu que consegue absorver as partidas marcadas hoje para a Colômbia e deu quatro estádios como opções, todos na região de Buenos Aires para evitar viagens demoradas: La Bombonera, Nuevo Gasômetro, El Cilindro e Libertadores de América, estes dois últimos em Avellaneda. Os argentinos lembraram que essas quatro arenas passaram recentemente por vistoria da Conmebol porque eram candidatas a receber as finais da Libertadores e da Sul-Americana e necessitariam de mínimos ajustes.

A vontade do presidente da confederação sul-americana, Alejandro Dominguez, sempre foi manter a Copa América na Colômbia. Ramón Jesúrun, mandatário da Federação Colombiana, é hoje um dos principais aliados de Dominguez. Em março, durante o Congresso, ele foi reconduzido como um dos quatro representantes da Conmebol no Conselho da Fifa como candidato único. A falta de concorrência pelo cargo gerou até piada do presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante o encontro virtual quando ele brincou que "esperava uma disputa apertada na eleição do membro do Conselho".

Existe, porém, pressão. As imagens de jogadores do América de Cali e do Atlético-MG sofrendo por causa do gás lacrimogêneo lançado por policiais contra manifestantes nas imediações do estádio em Barranquilla, em jogo pela Libertadores na quinta-feira passada, assustaram os dirigentes. Para esta semana a Conmebol decidiu tirar da Colômbia o único jogo de suas Copas que teria lá, América de Cali x La Guaíra, pela Libertadores, que será em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

A Copa América

O regulamento prevê dois grupos de cinco seleções com a presença dos dez países filiados à Conmebol — os convidados Qatar e Austrália desistiram de participar por causa das restrições de viagens durante a pandemia. Todos jogam contra todos na chave e os quatro primeiros avançam para as quartas de final — somente um é eliminado, portanto.

O Grupo A tem no momento sede na Argentina com os anfitriões, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia. No B, na Colômbia, estariam os donos da casa, Brasil, Peru, Venezuela e Equador. O jogo de abertura, em 13 de junho, é Argentina x Chile, no Monumental de Nuñez em Buenos Aires.

O Brasil estreia (por enquanto) dia 14, uma segunda-feira, contra a Venezuela em Medellín. Depois joga dia 18 frente o Peru em Cali, dia 24 diante da Colômbia em Barranquilla e no dia 28 encara o Equador em Bogotá. Se ficar nas duas primeiras colocações, joga as quartas na Colômbia, mas se terminar em terceiro ou quarto viaja à Argentina.

A final está marcada (ainda) para 10 de julho, um sábado, em Barranquilla (Colômbia).