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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Plano de torcida no Carioca: 18 mil pessoas e teste para covid no Maracanã

Convidados do Flamengo em final contra o Fluminense no Maracanã - Alexandre Araújo/UOL
Convidados do Flamengo em final contra o Fluminense no Maracanã Imagem: Alexandre Araújo/UOL
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

17/05/2021 10h31

O protocolo da Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) enviado à prefeitura do Rio para tentar viabilizar a presença de público na finalíssima do Campeonato Carioca entre Flamengo x Fluminense no Maracanã, no próximo sábado (22), prevê a montagem de uma estrutura de testagem para covid-19 no estádio de atletismo Célio de Barros, que faz parte do complexo do Maracanã.

O plano de liberar venda de ingresso para 18 mil pessoas (25% da capacidade do estádio), que é apoiado pelo Flamengo mas rechaçado pelo Fluminense, foi rejeitado pela prefeitura por falta de informações, como quantos funcionários seriam necessários para a operação, entre outros motivos. A Ferj afirmou que vai insistir no pedido — o jogo está marcado para 21h05.

Segundo o protocolo, só entraria no estádio pessoas com os seguintes pré-requisitos:
- que tivessem um teste de swab (o RT-PCR, aquele do cotonete) negativo para covid-19 feito até 36 horas antes do início da partida;
- documento que comprove a imunização para covid-19 (duas doses da vacina, com 14 dias desde a aplicação da segunda dose);
- exame que comprove a presença de anticorpos para covid-19 (por já ter contraído a doença) até seis meses antes da data do confronto.

Para facilitar a entrada dos torcedores com os exames negativados, a Ferj propôs a montagem de uma tenda onde seriam realizados os testes durante a véspera da partida (sexta-feira, dia 21), das 9h às 21h, e das 8h até às 17h da data do confronto, sábado (22).

A pessoa portadora do ingresso faria gratuitamente o teste e, caso desse negativo, receberia uma pulseira comprovando o resultado e a autorização para entrar no estádio. Quem fizesse o teste por conta própria precisaria mostrá-lo em baias criadas ao redor do estádio para pegar a pulseira que identificaria o resultado negativo para covid-19.

A secretária de saúde do Rio não ficou satisfeita com o plano. Há preocupações com relação às testagens RT-PCR, que só identificam casos positivos a partir do terceiro ou quarto dia de contaminação, portanto a chance de um falso positivo em exames feitos até 36 horas antes são maiores do que daqueles feitos com intervalo de tempo superior.

Pelo protocolo da Ferj, os torcedores também seriam obrigados a usar máscaras o tempo todo dentro do Maracanã e respeitar uma distância mínima de 1,5 m entre os assentos — algo também de difícil execução, no entendimento da prefeitura do Rio.

Na primeira partida da final, sábado passado (15), a Ferj liberou que cada clube levasse 150 convidados. O Fluminense afirmou que recusou os ingressos, já o Flamengo fez uso deles. O Maracanã, que é administrado em conjunto pelos dois finalistas do Carioca, será multado em R$ 14.060,72, informou a secretaria de saúde, por ter causado aglomeração com a presença dos convidados. O primeiro jogo terminou 1 a 1.