PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Carille exalta vitória corintiana: "Tudo que programamos aconteceu"

Diego Salgado e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

24/02/2018 19h24

A vitória corintiana no clássico deste sábado (24), contra o Palmeiras, dá um respiro a Fábio Carille em um início de temporada que não vinha sendo dos melhores. O técnico saiu satisfeito após os 2 a 0 e exaltou o triunfo conquistado em Itaquera.

“Foi um grande jogo, de concentração alta, onde tudo o que programamos aconteceu. Conseguimos nos sobressair e anular as principais jogadas do Palmeiras, que teve chances apenas em cima dos nossos erros na saída de bola”, avalia o treinador durante entrevista coletiva.

O Corinthians abriu o placar em uma jogada de paciência no meio-campo, com 1m23s de posse de bola antes de Rodriguinho fazer o gol. A força alvinegra foi justamente no setor de criação, onde um jogador a mais deu ao time de Carille mais posse de bola (60% no primeiro tempo).

“Conseguimos controlar bem o jogo, uma vitória muito grande, com nível de concentração alto. Foi isso que cobrei dos atletas agora, tem que ser todo jogo assim”, afirma o treinador corintiano.

A entrevista coletiva teve muito de formação tática, e Carille explicou suas escolhas para o clássico. Confira abaixo algumas respostas:

Formação tática no clássico

“É um 4-2-4 claro! Muito claro! Para marcar duas linhas de quatro, com Jadson e Rodriguinho à frente, e para atacar, profundidade a Romero e Clayson, e liberdade para os meias trabalharem por dentro. Hoje foi um 4-2-4”, explica o treinador alvinegro.

Calma com os garotos

“Tivemos de acelerar um processo com o Juninho [Capixaba], e ele sentiu -- a gente tem de ser verdadeiro --, mas tem muito potencial. O Uendel ficou um ano e meio no banco, o Arana ficou dois. O Corinthians é diferente. Está chegando o Matheus Matias agora, tem que ter calma também. Não sabemos a personalidade do menino, vamos com calma. Não conheço o garoto ainda. Acredito muito no Juninho, pela qualidade técnica. Lá na frente ele vai dar uma resposta muito boa”, aposta o treinador, que neste sábado optou por usar o volante Maycon improvisado na esquerda.

Tropeços no início de ano

“Respeito muito todas as equipes, sei que ano passado eu tinha de ganhar até par ou ímpar no começo, esse ano não. Por isso fiz experiências no Paulista, testei opções; tivemos a humildade de dar um passinho atrás, voltar à equipe do ano passado. Eu já tinha gostado da equipe contra o Red Bull e hoje gostei outra vez: o sistema com dois volantes nos deixou muito mais controlados”, diz Carille, referindo-se à dupla Gabriel e Renê Junior. Os volantes tiveram certa dificuldade na saída de bola, mas melhoraram ao longo do jogo e serviram de apoio na troca de passes do ataque corintiano.

Destaques individuais do grupo

“Eles [jogadores] se sentem confiantes porque trabalhamos, mostramos em vídeo, no campo, chamo individual e escuto deles também. Rodrigo, Jadson, Fagner e Balbuena são jogadores inteligentes. Estou passando a situação do 4-2-4 em conversas também. A relação de confiança deles sobre o trabalho se fortalece”, afirma Carille.

Futebol