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Roger valoriza adaptação do Palmeiras: "Lutamos com as armas que temos"

Do UOL, em São Paulo

18/02/2018 22h00

Boa parte do baixo rendimento do Palmeiras contra a Ponte Preta, neste domingo (18), pode ser explicado pelas condições climáticas. O gramado do Moisés Lucarelli estava encharcado e obrigou o time de Roger Machado a se adaptar, capacidade que o técnico julga valiosa.

"Em alguns momentos nós temos que mudar a característica. Não adiantava, em um campo com pouca condição de troca de passe, a gente tentar trocar passes", explica o treinador, satisfeito pela apresentação palmeirense no empate por 0 a 0. "Nós temos que lutar com as armas que temos no momento. Tivemos que fugir das características; não é o ideal, mas tem que se adaptar ao que a partida pede."

De fato, as condições foram difíceis. Partes do campo estavam alagadas e limitaram as ações ofensivas de ambos os times. O Palmeiras sofreu mais no primeiro tempo, e depois da troca de lados conseguiu evoluir um pouco melhor. Ainda assim, não conseguiu transformar a ligeira superioridade em gols.

"É muito jogo de muito contato físico, de segunda bola, de profundidade... O adversário alça bola e espera que tenha um erro nosso para se beneficiar disso. Há finalização de longa distância para que haja rebote. Isso tudo aconteceu hoje", lista Roger Machado. "Fiquei satisfeito por a gente ter entendido o que o jogo pedia, e por termos mudado um pouco das características mais técnicas dos nossos jogadores", afirma.

O time alviverde teve suas opções reduzidas diante das circunstâncias, e ficou dividido entre tentar chutes longos e cruzamentos na área. Mas na bola aérea, desfalcado de Borja, teve pouquíssima eficácia. Depois evoluiu principalmente com Dudu, que cresceu de produção ao passar a jogar numa faixa seca de campo.

"Acho que tivemos uma partida alternada: assim como o adversário teve chances importantes, nós também criamos. O primeiro tempo foi de disputa, e o segundo deu um pouco mais de jogadas trabalhadas e conseguimos trocar melhor pelo chão. Foram boas as chances, e poderíamos ter saído com uma sorte melhor", avalia Roger.

Confira abaixo outras respostas do treinador na entrevista coletiva:

Adaptação às circunstâncias do jogo

A adaptação ao gramado pesado. É muito jogo de muito contato físico, de segunda bola, de profundidade... O adversário alça bola e espera que tenha um erro nosso para se beneficiar disso. Há finalização de longa distância para que haja rebote. Isso tudo aconteceu hoje. Fiquei satisfeito por a gente ter entendido o que o jogo pedia, e por termos mudado um pouco das características mais técnicas dos nossos jogadores.

Como o campo influencia o jogo

É um outro jogo, com outra característica. Você trabalha para ter um jogo apoiado, com profundidade. Quando não se consegue isso, se adapta. Hoje a adaptação foi para ter um confronto mais físico. O número de divididas e disputas aéreas é muito superior. Chutes de fora da área e faltas levantadas também. O importante para mim é ter esse recurso de adaptação.

Planejamento sem Borja e com Felipe Melo no banco

As circunstâncias do jogo foram alteradas devido à chuva, mas a escalação que foi a campo e as alternativas utilizadas são as que temos no banco.

O Borja não descansou, ele foi tirado da partida em função do problema no joelho. E o Felipe Melo não se recuperou totalmente do jogo de quarta-feira. Eu pensei no jogo de hoje (domingo), levei para campo os que tinham melhores condições, para tentar vencer o jogo.

Desgaste na semana do clássico

Sem dúvida. Talvez se o jogo fosse na quarta-feira, pelo estado do gramado pesado, os jogadores teriam mais dificuldade para recuperar. Não tenha dúvidas que as avaliações físicas que faremos vão atestar o peso do gramado nos jogadores; o desgaste é maior.

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