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Dorival rebate críticas ao SP: "Não vejo time com futebol vistoso no país"

Dorival durante treino do São Paulo, no CT da Barra Funda - Rubens Chiri São Paulo
Dorival durante treino do São Paulo, no CT da Barra Funda Imagem: Rubens Chiri São Paulo

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

16/02/2018 07h23

O São Paulo conquistou a sua quarta vitória consecutiva, é líder do seu grupo no Campeonato Paulista mesmo com uma partida a menos e garantiu vaga para a terceira fase da Copa do Brasil. Ainda assim, a equipe do técnico Dorival Júnior convive com a desconfiança de muitos. Comentários de que o time não joga um futebol bonito e faz apenas o necessário para ganhar são comuns. O treinador, porém, vê a situação bem diferente e afasta qualquer sinal de crise no clube

"Não vejo nenhum time com futebol vistoso [no Brasil]. Ao contrário, todos com dificuldade, problemas de recuperação e com desgaste excessivo por causa de três jogos por semana", afirmou Dorival, logo após o triunfo por 2 a 0 sobre o CSA, nesta quinta-feira, em Maceió.

Com a experiência de quem já enfrentou situações parecidas em outros clubes, o treinador tenta encarar com naturalidade as críticas. Para Dorival, o São Paulo tem dado conta do recado e deve evoluir durante a temporada.

"Não vejo um time do Brasil sem críticas. Para quem trabalhou 12 dias e jogou oito partidas, até que jogamos bem. O imediatismo do país impressiona. Temos de trabalhar sem dar importância para isso. Um jogo como este contra o CSA mostra tudo isso. As dificuldades do primeiro tempo e a mudança para a segunda etapa. As críticas vão acontecer. Com 10 dias de treino não existe milagre. Se tem alguém a ser criticado não são os jogadores. Estamos no caminho certo. Vamos fazer um bom Paulista e uma boa Copa do Brasil", apostou o técnico.

Na visão de Dorival, o São Paulo também precisa de tempo para que os jogadores se adaptem ao clube. Para esta temporada, o Tricolor contratou seis atletas (Diego Souza, Nenê, Jean, Anderson Martins,Tréllez e Valdívia). No entanto, não há um prazo para que a equipe alcance o seu potencial máximo de produção.

"Com 12 dias de trabalho não dá para mensurar. Alguns têm um elenco que se conhece. A grande maioria dos jogadores do São Paulo, a exceção de Reinaldo, Hudson, Rodrigo Caio e Jucilei, não tem 30 jogos completos. Conjunto com menos de 30 jogos não consegue para ter uma resposta imediata. Sempre que temos a possibilidade de treinar intensificamos. O gol é fruto dos treinos, penetrações e triangulações. Mas não será como o torcedor gostaria. Nem com São Paulo ou com qualquer time. É um fato a ser conversado, nós não fazemos parte das decisões [no futebol brasileiro]. Por isso o torcedor convive com quantidade de jogos e baixa qualidade", disse Dorival. 

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