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Boca pede suspensão da final e punição contra o River Plate

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Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

25/11/2018 13h48

O Boca Juniors pediu oficialmente à Conmebol a suspensão da final da Copa Libertadores contra o River Plate alegando desigualdades de condições e pedindo a aplicação de punições ao rival, que podem representar até sua desclassificação. A entidade sul-americana confirma o recebimento e avaliará a solicitação. Até o momento, o jogo continua marcado para as 18h (de Brasília) deste domingo.

O pedido se baseia em um termo do pacto assinado no último sábado entre os dois clubes e Conmebol que previa condições de igualdade para a realização do duelo, remarcado depois que o ônibus do Boca foi apedrejado ao chegar ao Monumental de Nuñez no sábado. O capitão Pablo Pérez sofreu ferimentos no olho e não teria condições de jogo.

Para conseguir a suspensão, o Boca usa como fundamento o artigo 18 do regulamento disciplinar da Conmebol, que descreve as sanções que os clubes e as federações podem sofrer caso não cumpram suas determinações. As punições vão de advertências e multas até a determinação do resultado de um jogo, a obrigação de jogar de portões fechados até a desclassificação de um time de uma competição. O artigo 18 diz que os órgãos judiciais podem determinar uma ou mais sanções, dependendo da gravidade da infração.

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Mais cedo, o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, concedeu uma entrevista à "Fox Sports" dizendo que o jogo estava mantido, mas ele ainda não havia recebido o pedido oficial. "Não mudou nada. Oficialmente o Boca não mudou sua postura", disse Dominguez.

Na noite do último sábado, declarações de jogadores como a de Tévez (“Que entreguem o título ao River Plate”) já indicavam o elenco do Boca resistente à remarcação, apesar de a diretoria do clube ter entrado em acordo com a do River Plate e com a Conmebol.

Neste domingo, o chefe de segurança do clube, Juan Tagliaferro, disse que os jogadores ainda estavam chocados. "Alguns jogadores tiveram dificuldade em adormecer, não sei se há tempo para recuperação depois do que aconteceu ontem no estádio. Foram muitas horas no vestiário e é por isso os jogadores ficaram chocados", disse.

Confira a nota na íntegra:

O Club Atlético Boca Juniors fez uma representação formal à CONMEBOL no domingo para pedir que a final da Copa Libertadores seja jogada em condições de igualdade, como foi assinado ontem no Estádio Monumental.

O Club Atlético Boca Juniors realizou domingo uma representação formal à Conmebol para solicitar que a final da Copa Libertadores se possa disputar em igualdade de condições, conforme acordado pelos presidentes da entidade sul-americana, do Boca e do River, na ata que assinara no sábado no Monumental.

Na tarde de ontem, o Boca Juniors solicitou adiar a partida devido aos incidentes e estabeleceu-se como prioridade que ela pudesse ser jogada em igualdade de condições. Após a violência sofrida perto do estádio, tendo constatada a magnitude e gravidade dela e as consequências que geraram no elenco, o Boca considera que estas condições não estão dadas, e solicita a suspensão do jogo e a aplicação das sanções correspondentes previstas no Artigo 18, de modo que a Conmebol atue de acordo.

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