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Torcedores do Boca lembram duelos históricos e veem Palmeiras como rival

Leandro Miranda e Jeremias Wernek

Do UOL, em Buenos Aires (ARG)

24/10/2018 12h00

O duelo desta quarta-feira (24) entre Boca Juniors e Palmeiras, pela ida da semifinal da Libertadores, tem muita história. Muitos palmeirenses ainda têm entaladas na garganta as derrotas de 2000 e 2001, marcadas por grandes atuações dos dois lados e arbitragens polêmicas. E a recíproca é verdadeira: o sentimento na torcida xeneize é de que o duelo com os alviverdes já tem uma rivalidade própria pelos confrontos anteriores.

Em conversa com torcedores do Boca nas ruas de Buenos Aires, a reportagem do UOL Esporte tentou entender o que significa enfrentar o Palmeiras para a equipe argentina, hexacampeã da Libertadores. As respostas foram parecidas. O clube paulista é respeitado como adversário tanto por seu histórico quanto pelo momento atual sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

"Acredito que vai ser difícil, eles estão jogando muito bem", disse Santiago Rebelles, 21 anos. "Sim, há uma grande rivalidade. Os dois jogaram várias vezes, houve diferentes resultados. Às vezes o Boca ganhou, às vezes eles ganharam... é um excelente rival".

Guillermo Colavita, 27, vai pelo mesmo caminho. "Vai ser complicado, eles estão tentando sua segunda Libertadores, e contra o Boca sempre houve uma certa rivalidade. Há uma rivalidade esportiva saudável, eu acho", avaliou.

Os duelos da final de 2000 e da semifinal de 2001, naturalmente, são os mais lembrados pelos torcedores. Santiago era muito pequeno para torcer na época, mas conta que procurou os vídeos das partidas contra o time brasileiro na internet e se encantou com as atuações de Riquelme. O eterno 10 do Boca, aliás, costuma ser lembrado rapidamente quando o assunto é Palmeiras.

"Me lembro muito de 2000, principalmente por Riquelme. Como jogou Riquelme naquela partida", diz Guillermo, rememorando a final daquele ano, quando Boca foi campeão nos pênaltis após empates na ida e na volta.

Outro torcedor xeneize, Maxi García, mostra o mesmo respeito pelo Palmeiras. "Sim, são dois times bastante copeiros. Lembro-me de um jogo que fizemos no Brasil, foi um jogo muito bonito. Essas partidas são para desfrutar, Argentina e Brasil têm uma bela rivalidade", opina.

Neste ano, o Palmeiras já teve uma pequena "vingança" pelas eliminações do começo do século ao se tornar o primeiro time estrangeiro a vencer o Boca por dois gols de diferença na Bombonera na história da Libertadores. Mas o triunfo por 2 a 0 foi na fase de grupos. Levar a melhor sobre os argentinos em uma semifinal teria um peso totalmente diferente, como reconhece outro torcedor, Emmanuel Cejas.

"Sim, podem tentar uma vingança, por que não? Sempre que o Boca vai jogar no Brasil, é muito duro", diz ele, que é um dos poucos a não ver o alviverde como um rival histórico. "Não, acho que não. É tranquilo".

Em uma Libertadores com semifinais tão "pesadas" - juntos, os quatro clubes somam 13 títulos -, o duelo entre Palmeiras e Boca traz seu próprio peso histórico. Os argentinos vivem a expectativa de mais uma final, talvez em um superclássico com o River Plate que paralisaria Buenos Aires; já os brasileiros tentam castigar o algoz de 2000 e 2001 para tentar levar o título pela segunda vez. A história começará a ser escrita de novo a partir das 21h45 desta quarta, em La Bombonera.

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