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Boca muda meio time para reencontro com Palmeiras, mas não anima torcida

Zárate foi a principal contratação do Boca, mas vem em má fase recente - Divulgação
Zárate foi a principal contratação do Boca, mas vem em má fase recente Imagem: Divulgação

Jeremias Wernek e Leandro Miranda

Do UOL, em Buenos Aires (Argentina)

23/10/2018 04h00

O torcedor do Palmeiras tem fresca na memória a épica vitória por 2 a 0 sobre o Boca Juniors na fase de grupos da Libertadores, na primeira vez em que um estrangeiro venceu o time argentino por dois gols de diferença em La Bombonera na história do torneio. Mas pode esperar um adversário bastante diferente para o primeiro jogo da semifinal nesta quarta-feira (24), no mesmo estádio. A equipe portenha mudou praticamente meio time desde então, mas mesmo assim não tem empolgado seu torcedor.

Desde o jogo da primeira fase, o Boca contratou quatro novos jogadores: o zagueiro Izquierdoz, o lateral esquerdo Olaza e os atacante Sebastián Villa e Mauro Zárate. Destes, pelo menos três devem ser titulares no reencontro com o Palmeiras. Izquierdoz e Olaza são nomes certos no setor defensivo, enquanto Zárate é o favorito para formar o ataque com Ramón Ábila e Cristian Pavón.

Além disso, o time argentino deve ter pela primeira vez seu meio-campo titular completo, algo que não aconteceu em nenhum dos duelos da fase de grupos. No primeiro jogo, empate por 1 a 1 no Allianz Parque, Nahitan Nández cumpria suspensão; já no segundo, na vitória alviverde na Bombonera, Wilmar Barrios estava machucado. Desta vez, os dois devem estar em campo ao lado de Pablo Pérez no setor.

O técnico Guillermo Barros Schelotto ainda cogita fazer outras duas mudanças na equipe titular. O goleiro Agustín Rossi pode dar lugar a Lampe, enquanto na lateral direita, Jara disputa a posição com o ex-são-paulino Buffarini. Já o ídolo Carlos Tevez, que fez o gol do Boca no empate com o Palmeiras no Allianz, tem sido quase sempre reserva. Outra novidade fica por conta do atacante Benedetto, que estava lesionado no primeiro semestre, mas deve ser opção para o segundo tempo.

Apesar de tantas trocas, o clima na torcida do Boca não é de muito entusiasmo. A equipe não vem jogando bem, ocupa apenas o sexto lugar no Campeonato Argentino e venceu só um de seus últimos seis jogos. Mesmo com os novos nomes na equipe, o nível de atuação não subiu. Alguns dos pontos de mais preocupação são as quedas individuais de jogadores importantes como Pérez e Pavón, que vinham tendo atuações decisivas no início do ano - Pavón chegou a jogar a Copa do Mundo pela Argentina -, mas caíram de produção.

A chegada de Mauro Zárate, atacante com passagens por Lazio e Inter de Milão, deu um salto de qualidade ao ataque do Boca, mas até ele tem tido um desempenho questionável nos últimos jogos. Tanto que a imprensa argentina cogita até que ele comece no banco contra o Palmeiras. Outro ponto lamentado pelos portenhos é a lesão do goleiro Andrada, já que Rossi não inspira a mesma confiança.

Se a fase técnica não é boa, entretanto, o que não falta é tradição para o hexacampeão Boca Juniors. As apostas em uma Bombonera lotada e pulsante, no peso da camisa e na garra do elenco são o que fazem os torcedores acreditarem que podem passar pelo Palmeiras, mesmo que o time brasileiro, dono da melhor campanha da Libertadores, seja apontado como franco favorito por nove em cada dez argentinos.

A bola para o jogo de ida da semifinal rola a partir das 21h45 (de Brasília) desta quarta-feira, em La Bombonera. O provável Boca Juniors tem Rossi (Lampe); Jara (Buffarini), Izquierdoz, Magallán e Olaza; Barrios, Nández e Pérez; Zárate (Villa), Ábila e Pavón.

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