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Fim da linha? Tevez vai de ídolo a excluído até do banco no Boca Juniors

Cena rara: diante do Palmeiras, Tevez comemora seu gol para o Boca Juniors - Ale Cabral/AGIF
Cena rara: diante do Palmeiras, Tevez comemora seu gol para o Boca Juniors Imagem: Ale Cabral/AGIF

Do UOL, em São Paulo

29/08/2018 04h00

Em 11 de abril, o torcedor do Palmeiras no Allianz Parque ainda comemorava o gol de Keno no fim do segundo tempo, quando, nos acréscimos, Carlos Tevez marcou e empatou para o Boca Juniors. O jogo terminou 1 a 1 e foi válido pela terceira rodada do Grupo H da Copa Libertadores da América de 2018.

Aquela cena, porém, tem se tornado cada vez mais incomum para a torcida xeneize. De volta ao Boca em 2018 como grande ídolo, Tevez tem perdido espaço na equipe com o técnico Guillermo Barros Schelotto – justamente um companheiro de elenco da primeira passagem do atacante pelo clube entre 2001 e 2004.

Desde que chegou ao Boca Juniors no começo de janeiro para sua terceira passagem pelo clube, Tévez fez apenas 18 jogos – o último deles, em 12 de agosto, na vitória em casa por 1 a 0 sobre o Talleres pela primeira divisão argentina. Foram apenas cinco gols nesse período. Os números são do site ZeroZero.pt.

Após a vitória sobre o Talleres, o Boca entrou em campo duas vezes pelo torneio nacional: contra o Estudiantes (derrota por 2 a 0) e contra o Huracán (empate por 0 a 0). Para a última partida, Tevez nem mesmo foi relacionado, e acompanhou a partida contra o Huracán dos camarotes do estádio Tomás Adolfo Ducó.

Haveria algum problema físico? Disciplinar? Na verdade, haveria um problema mais antigo. Em artigo publicado pelo jornal Olé nesta terça-feira (28), o jornalista Antonio Serpa aponta um problema anterior entre Schelotto e Tevez, especialmente decorrente da transferência de Tevez para o futebol chinês em 2017. Em 2015, o atacante havia trocado a Juventus pelo Boca fazendo juras de amor ao clube bonaerense.

O treinador, porém, negou qualquer problema na decisão de tirar o atacante do jogo do fim de semana. “Não houve briga, nem com ele nem com ninguém. (Foi) simplesmente uma decisão futebolística do que consideramos ser o melhor”, afirmou Schelotto, em matéria publicada no domingo (26) pelo site do jornal Clarín.

Fim de carreira?

Ao longo de sua nova passagem, Tevez tem sido manchete mais por polêmicas e críticas do que por gols. Em março, o jogador teria se machucado durante uma visita a uma prisão – e embora tenha confirmado a lesão, negou que tenha acontecido na prisão.

Depois, em maio, o ex-atacante Claudio Caniggia viu o camisa 23 do Boca Juniors como um jogador já em fase final de carreira. “Não é mais o mesmo de antes, mas isso acontece com todos”, disse o ex-jogador.

Na Libertadores, o ídolo de outrora parece ter virado apenas mais uma opção no Boca Juniors. Reserva no jogo de ida das oitavas de final contra o Libertad (Paraguai), Tevez saiu do banco e passou em branco na vitória por 2 a 0 em La Bombonera. No jogo de volta desta quinta-feira (30), mesmo em baixa, foi relacionado por Schelotto e viajou ao Paraguai.

A decisão, tudo indica, teria sido um pedido da diretoria do clube – segundo citou uma fonte do jornal Olé, “para evitar um incêndio”.

O cenário pode projetar um fim de carreira opaco para Carlitos Tevez. O jogador já adiantou que deve se aposentar no final de 2019, e depende agora do técnico Guillermo Barros Schelotto para brilhar na reta final de sua trajetória nos gramados.

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