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Estudiantes 'abre' a base, renova time e mira status de potência

Time argentino pode ter até seis jovens como titulares diante do Grêmio, nesta terça - AFP PHOTO / JAVIER GONZALEZ TOLEDO
Time argentino pode ter até seis jovens como titulares diante do Grêmio, nesta terça Imagem: AFP PHOTO / JAVIER GONZALEZ TOLEDO

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

28/08/2018 04h00

Adversário do Grêmio nas oitavas de final da Libertadores, o Estudiantes deixou de ser o time cheio de veteranos que marcaram a história do clube. A equipe treinada por Leandro Benítez tem seis jovens e consolida uma política adotada pelo ídolo e ex-capitão Juan Sebastian Verón. Com ele na presidência, a ideia é investir mais na formação de jogadores. Uma estratégia com objetivo ousado: se tornar potência na revelação de talentos.

A saída de John Foyth ao Tottenham, por 10 milhões de euros, é uma espécie de marco. O jovem zagueiro foi disputado por gigantes da Europa e é usado como exemplo em La Plata. O anúncio da aposentadoria de Leandro Desábato também.

O Estudiantes sempre teve base forte, mas recentemente voltou a ter status de clube formador. A metodologia foi atualizada, o investimento elevado e os convites para disputa de torneios fora da Argentina brotaram. A reboque vieram convocações para seleções de base e valorização. Na seleção sub-20, neste mês, foram cinco nomes.

Além de Foyth, zagueiro agora sob ordens de Mauricio Pochettino, o 'Pincha' negociou nos últimos meses outro jovem: Santiago Ascacíbar, volante agora no Stuttgart, da Alemanha. A nova fornada já mostrou seu potencial contra Grêmio e Boca Juniors.

Matías Pellegrini, 18 anos, fez um belo gol diante do Boca. Apaloaza, 21 anos, abriu o placar diante do Grêmio no jogo de ida das oitavas de final com um lindo chute. Ruiz Díaz, Erquiaga, Iván Gómez e Rodríguez completam o sexto de talentos abaixo dos 22 anos.

Verdade que a mudança radical no time titular, não somente no elenco principal, tem reflexo do projeto de conclusão do novo estádio do clube. Investindo na obra, o clube abriu mão de buscar reforços mais badalados. A política, contudo, alimenta a estratégia de dar espaço para a base. Depois da Libertadores, a instituição vai seguir dando rodagem aos garotos e botando as equipes inferiores na estrada para jogar competições internacionais, inclusive no Brasil.

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