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Vasco enfrenta Wilstermann com técnico adversário pressionado após goleada

Paulão comemora o seu gol, o primeiro do Vasco na goleada sobre o Wilstermann - Paulo Fernandes / Flickr do Vasco
Paulão comemora o seu gol, o primeiro do Vasco na goleada sobre o Wilstermann Imagem: Paulo Fernandes / Flickr do Vasco

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

20/02/2018 04h00

Em solo boliviano desde a noite da última segunda-feira (19), o Vasco enfrentará o Jorge Wilstermann nesta quarta, em Sucre, pela terceira fase da Copa Libertadores. Do outro lado está o técnico Álvaro Peña, pressionado no cargo após a goleada sofrida para o Cruzmaltino no jogo de ida, em São Januário, por 4 a 0.

Segundo a imprensa local, suas escolhas e opções táticas para o duelo no Rio de Janeiro foram questionadas pela diretoria, principalmente por ter iniciado a partida com o atacante Cristian Chávez no banco.

“A equipe estava muito envolvida em seu próprio campo durante o primeiro tempo e, quando Chávez entrou, houve mais circulação de bola, até mesmo a meta rival foi alcançada. Foi estranho o Ronny Montero jogar de lateral-direito quando ele costuma jogar como zagueiro central”, disse o secretário-geral do Jorge Wilstermann, Renán Quiroga, ao site “SoyAviador.com”.

Ainda de acordo com o veículo, Quiroga exige uma “profunda e reflexiva análise” para encontrar a melhor solução possível ao momento ruim do sistema defensivo, que já levou 12 gols somando Libertadores e Campeonato Boliviano.

Peña é ex-atacante e ficou marcado como um dos carrascos da seleção brasileira ao marcar na vitória por 2 a 0 sobre a equipe do técnico Parreira nas Eliminatórias da Copa de 1994. Foi a primeira derrota da história do Brasil na competição. 

O treinador está no comando do Jorge Wilstermann desde o ano passado, quando teve uma campanha honrosa na Copa Libertadores, onde foi até as quartas de final e chegou a eliminar o Atlético-MG. 

Cilindros de oxigênio e aparelho umidificador

Como parte da estratégia para minimizar os efeitos da altitude de 2.800 metros em Sucre, o Vasco levou em suas bagagens cilindros de oxigênio e um aparelho para umidificar o ar no vestiário do estádio. O time, porém, desembarcou antes em Santa Cruz de La Sierra, que fica quase no nível do mar, para treinar nesta segunda e terça. A delegação viaja para o local da partida somente no dia do jogo.

“Iremos chegar a Sucre apenas no dia do jogo. Estudos mais recentes mostram que os efeitos são menores quando se adota essa estratégia. Uma das nossas maiores preocupações é com a velocidade da bola. Se trata de uma situação técnica e que pode interferir diretamente no resultado do jogo. Sobre os efeitos da altitude, eles variam de atleta para atleta. O que posso garantir é que estamos preparados para lidar com qualquer situação”, declarou ao site oficial do Vasco o preparador físico Ricardo Henriques.

Entre os 25 inscritos pelo clube nesta fase da Libertadores, apenas 11 já jogaram na altitude. São eles: Martín Silva, Erazo, Desábato, Andrés Ríos, Riascos, Paulão, Werley, Fabrício, Wellington, Wagner e Thiago Galhardo.

Por ter goleado no jogo de ida por 4 a 0, o Vasco pode perder por até 3 a 0 que fica com a vaga na fase de grupos. Em se confirmando a classificação, o Cruzmaltino vai para a chave 5 com Cruzeiro, Racing (ARG) e Universidad de Chile (CHI).

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