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Luta contra queda no Gauchão vira real e Grêmio precisa de 50% para escapar

Renato Gaúcho assumiu comando do Grêmio após quatro jogos do time B - Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Renato Gaúcho assumiu comando do Grêmio após quatro jogos do time B Imagem: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Do UOL, em Porto Alegre

18/02/2018 04h00

A quinta derrota do Grêmio no Campeonato Gaúcho transformou a luta contra o rebaixamento em fato. Com míseros quatro pontos, o Tricolor precisa de duas vitórias nas quatro rodadas finais da primeira fase para evitar um cenário surreal: cair no estadual quatro meses depois de vencer a Libertadores pela terceira vez.

Se a conta em si pode não dar tanta dor de cabeça, o contexto transforma tudo. Em meio aos jogos finais no Gauchão, o Grêmio decide a Recopa Sul-Americana e estreia na Libertadores. Ou seja, terá de rodar o elenco e depender de reservas e jovens.

O uso deste expediente é um dos motivos para a campanha tão ruim do clube. Finalista do Mundial de Clubes, em Abu Dhabi, o Grêmio saiu de férias em 18 de dezembro e voltou um dia após a primeira rodada do Gauchão. Para iniciar o estadual, o Tricolor botou o chamado 'time de transição' em campo. A equipe B atuou nas quatro partidas iniciais e conseguiu no máximo um empate.

Essa herança do time de transição tem pesado nos cálculos do elenco principal, que estreou com derrota diante do Cruzeiro-RS e venceu o Brasil-PEL na sequência. O revés para o Veranópolis, com escalação reserva, teve efeito nefasto na campanha e piora a projeção de futuro. 

Na quarta-feira, o Tricolor recebe o Independiente-ARG no segundo jogo da Recopa. Qualquer vitória garante o título ao Grêmio, que na primeira partida empatou em 1 a 1 fora de casa. A conquista pode eliminar qualquer crítica ao desempenho no estadual e até desfecho negativo.

“O Grêmio, em primeiro lugar, busca os títulos mais importantes. Se der, e eu continuo acreditando no meu grupo, vamos brigar pelo Campeonato Gaúcho. Se não der, paciência. O Grêmio é grande, busca títulos grandes”, disse Renato Gaúcho.

Três dias depois da decisão, o Grêmio recebe o Novo Hamburgo em um confronto direto. Campeão estadual no ano passado, a equipe do Vale dos Sinos ainda não venceu. O Tricolor já sabe que não poderá usar força máxima, pois na terça-feira seguinte estreia na Libertadores contra o Defensor-URU, em Montevidéu.

“Sábado vai jogar o time reserva, já digo aqui. Nós somos humanos, quarta-feira temos um jogo. E na próxima terça-feira tem estreia na Libertadores. Para usar o mesmo time nesses três jogos só se eu botar robôs ali. Não dá…”, avisou o treinador.

Depois da estreia no grupo 1 da Libertadores, o Grêmio visita o Juventude, em 4 de março. O time de Caxias do Sul também não faz grande campanha e precisa pontuar para eliminar risco de queda e se aproximar de vaga às quartas de final. No dia 7 o Tricolor recebe o São Paulo-RS, outro adversário direto na ponta debaixo da tabela. E na última rodada ocorre o Gre-Nal, no estádio Beira-Rio.

Confira as contas do Grêmio no Gauchão

Para fugir do rebaixamento: projeção indica que são necessários 10 pontos para evitar a queda. Com quatro pontos conquistados, Tricolor precisaria de duas vitórias em quatro partidas para eliminar qualquer risco.

Para se classificar às quartas de final: estimativa é de 13 pontos para obter vaga entre os oito primeiros colocados. Assim, Grêmio seria obrigado a vencer três dos quatro jogos finais.

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