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Veja as cinco razões da conquista da Sul-Americana pelo Atlético-PR

NELSON ALMEIDA / AFP
Imagem: NELSON ALMEIDA / AFP

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

13/12/2018 01h26

O Atlético-PR conquistou pela primeira vez a Copa Sul-Americana após a vitória nos pênaltis contra o Junior de Barranquilla, na Arena da Baixada, nesta quarta-feira (12). O primeiro título internacional de grande porte do clube já tem o seu lugar na história e o UOL Esporte reuniu alguns dos principais motivos para a conquista.

1 - Os gols de Pablo

Se Tiago Nunes foi o comandante fora de campo da conquista inédita da Copa Sul-Americana, foi Pablo quem executou em campo com precisão. Artilheiro do time na temporada com 18 gols, o jogador rendeu muito mais com Nunes, que o reposicionou mais centralizado no ataque. Foram 13 gols sob o comando do novo técnico, sendo cinco deles na Copa Sul-Americana, incluindo os dois marcados pelo Atlético-PR nas duas partidas da final contra o Junior Barranquilla. Terminou ainda como um dos artilheiros da competição e formou ao lado de Nikão, Marcelo Cirino e Raphael Veiga o melhor ataque do torneio, com 21 gols marcados.

2 - A segurança na defesa

Elogiado por comentaristas como um dos melhores goleiros do Brasileirão, Santos começou o ano sob desconfiança após a saída de Weverton, ficou famoso por usar um celular em campo, mas convenceu mesmo comandando a melhor defesa da Copa Sul-Americana, entre os times que chegaram às quartas de final, com sete gols sofridos em 12 jogos. "O Santos também é uma figura espetacular. Mesmo sem jogar, uma figura sonante dentro do grupo. Quando ele falava, todos escutavam. É de dentro do clube, tem o sangue do clube. Demonstra que não é preciso aparecer e fazer coisas para ser respeitado", comentou Paulo Autuori, hoje técnico do Atlético Medellín.

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Com Santos jogando ao lado de Jonathan, Thiago Heleno, Léo Pereira e Renan Lodi, o Furacão passou a sofrer menos gols, muito por conta do reposicionamento promovido por Tiago Nunes. Ele alterou o sistema de três para quatro zagueiros e apostou em Léo Pereira para substituir Paulo André, que viveu às voltas com lesões em sua última temporada como jogador. Pereira combinou bem com Heleno, que recuperou a boa forma de 2016. Além deles, Renan Lodi demonstrou versatilidade na lateral, indo bem na marcação e, principalmente no apoio. E Jonathan foi a pitada de experiência nas horas de aperto, ainda que tenha falhado no gol do Junior Barranquilla na partida de ida da final.

3 - Veiga & Nikão

Celebrado como ídolo, Lucho González teve uma dupla de criação faminta ao seu lado, do meio para frente. Depois de chegar reticente ao Atlético-PR, Raphael Veiga acabou decolando, também sob o comando de Tiago Nunes. Cria do rival Coritiba, Veiga teve poucas chances no Palmeiras, que havia comprado seus direitos. Com Fernando Diniz, ele atuou até na lateral e tudo dava a entender que iria deixar o clube. O técnico saiu antes e o meia passou a ser fundamental, servindo os atacantes e marcando gols, tanto no Brasileiro quanto na Sul-Americana.

Nikão foi mais um que se reencontrou com Nunes. Quatro gols na competição e assistências decisivas fizeram o jogador voltar a ter destaque no Furacão. Aos 26 anos, Nikão foi revelado pelo Santos e passou por Atlético-MG e Ceará. Há quatro anos no rubro-negro paranaense, completou 183 jogos no clube na decisão contra o Junior Barranquilla.

4 - Os achados que resolvem

O volante Bruno Guimarães foi destaque na equipe campeã paranaense com Tiago Nunes, com um elenco considerado "B". Nunes o puxou para o profissional e ele passou a ser o 12º atleta da equipe, jogando de cabeça erguida, fazendo marcação firme e aparecendo no ataque.

Já Wellington estava encostado no Vasco, envolvido na polêmica da foto da viagem vascaína para o jogo com a Universidad do Chile, pela Libertadores. Ele havia sido procurado pelo Atlético-PR em janeiro, mas o negócio não evoluiu. Quando evoluiu, Wellington pareceu feito para jogar no Furacão. Estreou contra o Vitória, em julho, marcando gol.

Em baixa após passagens ruins por Flamengo e Internacional, Marcelo Cirino voltou ao clube que o revelou para fazer história. Vice-campeão da Copa do Brasil em 2013, Cirino disparou: "Desta vez eu quero fazer história". E fez. Marcou o primeiro gol na volta justamente na Copa Sul-Americana, contra o Peñarol, na segunda fase.

Rony foi outro que caiu como uma luva no time atleticano. Com problemas de contrato com o Albirex Niigata, chegou a ser oferecido para Corinthians e Botafogo, que avaliaram como uma negociação arriscada. O Atlético-PR bancou a inscrição com a liberação da Fifa e colheu, contando com um atacante rápido e que incomoda as defesas adversárias - ainda que tenha cometido o pênalti perdido pelo Junior Barranquilla no jogo de ida das finais da Sul-Americana. "Passado o susto, prometo não ir mais pra zaga", brincou em sua conta no Instagram.

5 - Ídolos no dia a dia do clube

Uma das mudanças mais significativas na estrutura de futebol do clube em 2018 é a presença de ex-jogadores nas comissões técnicas ou em funções administrativas. Paulo Miranda, campeão paranaense em 1998, é auxiliar de Tiago Nunes. Cocito, Rogério Corrêa, Marcão, Gustavo, Nem, Alessandro, Kelly e Nilson Borges são figuras do dia a dia no CT do Caju, enquanto que nomes como Alex Mineiro e Kléberson figuram em ações de marketing e palestras. Até mesmo o atacante Ziquita, destaque nos anos 70, foi lembrando em ação que visava arrecadar fundos para o tratamento dele. 

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