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Grêmio repete fórmula usada com Pedro Rocha e vê Everton "voar"

Lucas Uebel/Grêmio
Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

31/07/2018 04h00

Everton é o herdeiro da vaga de Pedro Rocha no Grêmio e segue os passos do camisa 32. Um ano depois, o clube gaúcho vê um novo atacante deslanchar e a fórmula para sucesso de ambos é bem parecida. O processo de crescimento envolve ápice físico, trabalho na tomada de decisão em campo, dicas com vídeos e estímulos para movimentos específicos no jogo.

Em 2017, Pedro Rocha jogou 40 partidas pelo Grêmio e marcou 11 gols. Na atual temporada, Everton entrou em campo 30 vezes e já igualou o número de gols do antecessor.

Herói no título da Copa do Brasil em 2016, Pedro Rocha cresceu com demonstrações públicas e privadas de apoio de Renato Gaúcho. Ganhou confiança, mas também se preparou para chamar atenção do Spartak Moscou. A trajetória dele chegou a ser apontada como exemplo para os mais novos no elenco do Grêmio. Deu certo.

Everton tem uma história diferente de Pedro Rocha. Desde cedo já foi badalado pela técnica, por ter sido observado pelo Manchester City, mas no profissional precisou de três anos para 'virar', como é comum na gíria do futebol.

"Ele evoluiu bastante, corrigimos muitas coisas no Everton e tem algumas coisas que ainda mostramos para ele e o lado bom é que ele é profissional. Escuta. Ele é novo, tem qualidade. Estamos em um caminho bom. Quanto mais ele escutar, mais vai evoluir", disse Renato.

Além de falar, o Grêmio mostra. O CDD (Centro Digital de Dados) elabora relatórios individuais e os documentos são usados para aprimorar o desempenho dos jogadores. Everton evoluiu com isso e treinamentos para entender mais e melhor o jogo.

Um dos aspectos trabalhados foi o momento de disparar contra a defesa. Outro ponto desenvolvido foi a finalização e drible. A comissão técnica também incluiu conversas para estimular a jogada individual perto da área e, principalmente, foco na hora de tomar a decisão, de dar o próximo passo com ou sem a bola.

"Esse ano eu pude manter e venho mantendo a regularidade. Acho que com isso vou amadurecendo naturalmente, com mais noção de espaço e posicionamento. O professor tem dedo nisso. Ele conversou comigo", contou Everton em recente entrevista ao Sportv.

Aos 22 anos, Everton tem negociação em andamento para aumentar salário, tempo de contrato e multa rescisória. Diante do Flamengo, o meia-atacante pode repetir mais um feito de Pedro Rocha e ser decisivo em duelo da Copa do Brasil. A fórmula que ajudou um ajuda o outro.

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