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Árbitro consulta auxiliar e anula gol do Atlético-MG contra o Corinthians

Do UOL, em São Paulo

29/04/2018 16h49

O árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva anulou de maneira polêmica um gol que abriria o placar para o Atlético-MG contra o Corinthians neste domingo, no Independência, pela terceira rodada do Brasileirão.

Aos 37 minutos do primeiro tempo, depois de escanteio da direita, Ricardo Oliveira tentou desviar e acertou a trave. Na sobra, Roger Guedes estufou as redes, para festa atleticana no Horto.

O juiz, porém, consultou o árbitro adicional atrás do gol e assinalou toque de mão de Ricardo Oliveira na jogada, anulando o lance depois de cerca de dois minutos de muita reclamação dos dois lados. A justificativa é que o toque do centroavante desviou a trajetória da bola, batendo na trave e sobrando para Guedes marcar.

A demora para a resolução do lance causou revolta entre os atleticanos, especialmente no banco de reservas e na arquibancada, que reclamaram que o toque foi involuntário. Torcedores gritaram "vergonha", e um copo chegou a ser arremessado no gramado. A arbitragem deixou o gramado para o intervalo escoltada pela polícia.

Fábio Santos, lateral esquerdo do Atlético-MG, evitou reclamações duras, mas ironizou a ausência do árbitro de vídeo nos gramados brasileiros. "Não consegui ver se pegou na mão, um lance muito rápido, mas o árbitro voltou e paciência. Aqui no Brasil eles economizam no árbitro de vídeo, mas sempre alguém fala e acaba voltando. Agora é concentrar novamente", afirmou, em entrevista ao "Premiere".

À mesma emissora, o zagueiro corintiano Henrique disse que a arbitragem acertou. "O árbitro da linha de fundo viu, e a gente viu também que o Ricardo Oliveira tocou a bola com a mão. O árbitro felizmente acertou".

O duelo terminaria 1 a 0 para o Atlético-MG. Curiosamente, o gol também foi de Roger Guedes, aos 41 minutos do segundo tempo, e também teve polêmica - corintianos reclamaram de falta do atacante sobre Mantuan no lance.

Comentaristas divergem

O lance anulado de Roger Guedes dividiu até comentaristas de arbitragem na televisão. Sálvio Spínola, da ESPN Brasil, disse que o toque de mão de Ricardo Oliveira, apesar de ser involuntário, trouxe benefício ao time mineiro, já que culminou em gol. "Para mim, tem o toque do Ricardo Oliveira. Para mim, este toque é acidental, mas traz benefício. Logo, eu marcaria o toque", afirmou.

Já Carlos Eugênio Simon, da Fox Sports, pensou diferente. "Ele (Ricardo Oliveira) não teve intenção nenhuma. Foi uma mão na bola involuntária", disse Simon, que não gostou da longa conversa da arbitragem - o trio demorou 1min36s para chegar a um veredito sobre o lance. "Ele volta e, equivocadamente, anula um gol legal do Atlético-MG", completa.

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