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Perseguido por "cheirinho", Palmeiras caça o Corinthians com "foco no G-4"

Dudu foco G-4 - Gero Rodrigues/O Fotográfico/Estadão Conteúdo - Gero Rodrigues/O Fotográfico/Estadão Conteúdo
Capitão Dudu é um dos atletas que mais reforça o discurso de "foco no G-4"
Imagem: Gero Rodrigues/O Fotográfico/Estadão Conteúdo

José Edgar de Matos

Do UOL, em São Paulo (SP)

31/10/2017 04h00

Dois Campeonatos Brasileiros, dois comportamentos diferentes. Se no ano passado, o Flamengo perseguiu o Palmeiras com o discurso do “cheirinho” entre os torcedores, os palmeirenses adotam uma cautela acima do normal, mesmo com a queda do líder Corinthians e a ascensão do time alviverde. O foco, entre torcida e elenco, é no “G-4”, embora as duas equipes, que se enfrentam no domingo, em Itaquera, estejam separadas por apenas cinco pontos, restando sete rodadas para o fim da Série A.

O discurso do “cheirinho” atormentou o palmeirense na temporada passada, quando o Flamengo se assumia como principal concorrente na disputa pelo título - o time alviverde blindou-se e ganhou o título. Agora no “papel flamenguista”, o elenco e até o empolgado locutor do Allianz Parque, conhecido pelo perfil provocador, adota o “mantra” de que o Palmeiras briga apenas por uma vaga na fase de grupos da Copa Libertadores. O clube alviverde tirou um ponto em relação aos corintianos ao empatar na última segunda-feira por 2 a 2 com o Cruzeiro.

Antes da partida contra o Cruzeiro na última segunda-feira, quando a equipe comandada por Alberto Valentim poderia derrubar para três pontos a desvantagem em relação ao arquirrival, o locutor da arena reforçava o discurso adotado pelos jogadores, contrário à empolgação por mais uma derrota corintiana no fim de semana.

“Eles já nos deram como mortos, mas não sabem o peso do manto verde. Vamos receber os atuais campeões brasileiros com foco total no G-4”, disse o locutor, quase que um porta-voz dos torcedores no Allianz Parque.

Os torcedores palmeirenses, ao contrário de muitos flamenguistas no ano passado, também adotam a cautela na perseguição ao Corinthians. Nas redes sociais, o discurso ensaiado do “foco no G-4” era comum – antes mesmo do duelo da última segunda-feira.

O comportamento dos palmeirenses tem muita influência dos próprios jogadores. Depois de Cuca, antigo treinador, ser claro sobre a ideia de buscar o título nacional, quando o Corinthians possuía ainda 14 pontos de frente em relação ao Palmeiras, com Alberto Valentim o discurso é outro. Nada de “cheirinho verde” e muito “foco no G-4”.

“A gente tem que somar pontos e ir firmando a nossa posição no G-4. Já abrimos mais um agora. (...) Importante era não perder, fizemos 10 dos últimos 12 pontos. Não vamos cair em armadilha. Não é estratégia, mas estamos pensando jogo a jogo. No fim a gente vê”, discursou Fernando Prass.

O goleiro reiterou o direcionamento do Palmeiras para o grupo da Libertadores horas depois do fim do jogo, já na zona mista. Mesmo quem falava “de cabeça quente”, ainda no gramado, repetia o “mantra”.

“Não vamos dizer decepção, estávamos seis pontos atrás, poderíamos ter baixado para três. Foram dois gols que levamos despretensiosos. A gente sabia que ia ser difícil, jogo de time grande. Saímos duas vezes atrás do placar, conseguimos empatar, mais um pouco conseguíamos a virada. Dá para buscar ainda, mas o nosso foco principal é o G-4. Temos o confronto direto, vamos ver no que dá”, declarou Egídio ao Sportv, apoiado até pelo capitão Dudu.

“O Campeonato Brasileiro é difícil, sabemos das dificuldades que vamos enfrentar. O nosso objetivo é o G-4. Estamos em um momento bom, e ainda diminuímos um ponto ainda em relação ao líder. Nosso foco é o G-4, vamos lutar até o fim”, disse o camisa 7. Tchê Tchê reforçou o mesmo pensamento: “Foi criado muita expectativa de fora para dentro. Deixamos claro que o objetivo era o G-4”, reforçou.

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