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Reforços extracampo: como o Inter quer melhorar o emocional do time

Evandro Motta (dir) atuará como motivador junto ao elenco do Internacional - Jeremias Wernek/UOL
Evandro Motta (dir) atuará como motivador junto ao elenco do Internacional Imagem: Jeremias Wernek/UOL

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

19/08/2016 06h00

Um motivador e mais experiência são as recentes medidas do Internacional contra a crise. Uma semana após assumir o departamento de futebol, a atual diretoria resolveu atacar o lado psicológico do elenco, sem vencer há 12 jogos do Campeonato Brasileiro. A meta é injetar confiança e reduzir a pressão em cima do grupo de atletas.

Sem poder contratar, pelas restrições do mercado (janela internacional fechada e regra de sete jogos), o Inter fechou de vez a porta do vestiário. E investe em apoio para resgatar o moral de jovens que naufragaram nos últimos 60 dias.

A entrevista de Valdívia, em tom de desabafo e citando dificuldade para dormir, foi sintomática. Antes dela, a diretoria já caminhava para um pedido de ajuda.

A contratação de Evandro Motta, consultor que trabalhou no clube em 2006 e 2008 e passou pela seleção brasileira, é a medida de maior impacto. Com ele, o Internacional quer ações coletivas e individuais para recuperar os jogadores.

Motta, engenheiro especializado em palestras motivacionais, aplica um método desenvolvido especificamente para jogadores de futebol. O estudo rendeu período de quatro anos em clubes portugueses. Ao lado de Jorge Jesus, ele atuou no Benfica e depois no Sporting.

"Existem coisas determinantes e coisas importantes. As determinantes precisam ser tratadas primeiro. Mas isso só vou poder diagnosticar estando lá, não é por rumores ou por versões de fora", afirma Evandro Motta. "Futebol é como iceberg, só se enxerga uma parte e geralmente a menor. Tem todo o resto embaixo d'água", completou.

Além de palestras, o Internacional quer mais voz de comando no campo. Ceará, 36 anos, foi contratado muito em virtude disso. O lateral direito é visto como um líder em potencial, capaz de dividir com Paulão, Ernando e Alex a capitania do grupo de jogadores.

O lado psicológico já havia sido apontado como frágil anteriormente. Paulo Roberto Falcão, antes de ser demitido, afirmou que sentia carência no emocional dos atletas. Apesar das tentativas do ‘Rei de Roma’, o time não deu resultado. Em cinco jogos, foram três derrotas e dois empates. Agora, o clube buscou outras formas de atacar a parte mental do elenco.

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