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Alex se diz inteiro para ser titular e revela dicas de Neto e Marcelinho para bater na bola

Alex revela admiração por Marcelinho e perguntou a ele como bater na bola, em 2006 - Montagem UOL com fotos da Folhapress
Alex revela admiração por Marcelinho e perguntou a ele como bater na bola, em 2006 Imagem: Montagem UOL com fotos da Folhapress

Carlos Padeiro

Em São Paulo

24/11/2011 06h00

Desfalque em três dos últimos cinco jogos do Corinthians devido a problemas musculares na coxa (nas duas partidas que disputou, esteve em campo cerca de 50 minutos no total), o meia Alex afirma que está pronto para ser titular durante as duas últimas rodadas do Brasileiro, contra Figueirense, no domingo, e Palmeiras, no dia 4. Quatro pontos são suficientes para a equipe do técnico Tite sagrar-se campeã sem depender de outros resultados.

ALEX PODE GANHAR VAGA DE DANILO

  • Robson Ventura/Folhapress

    Presente em 35 das 36 exibições do Corinthians no Brasileiro, o meia Danilo sofre uma queda de rendimento justamente nesta reta final e corre o risco de perder a titularidade para Alex, que está recuperado de uma lesão muscular e entrou bem contra o Atlético-MG, no último domingo.

“Mesmo que não esteja 100%, você busca o 100% de alguma forma, e acho que me encontro em um bom momento, de confiança”, declarou o meia de 29 anos, em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, após treino no CT Joaquim Grava.

Principal finalizador do time paulista no campeonato, com uma média de três arremates a gol por partida, Alex revela que já conversou com os ídolos corintianos Neto, quando iniciou sua carreira no Guarani, e Marcelinho Carioca para pegar dicas de como bater na bola.

Reserva no último domingo, quando entrou no segundo tempo e ajudou o Corinthians a vencer o Atlético-MG por 2 a 1, de virada, o camisa 12 agora briga por uma vaga de titular e pode ganhar a vaga de Danilo.

“Posso jogar 70, 80 minutos sem problema. Esse pepino deixo para o professor Tite resolver”, sorriu, ao ser questionado sobre a disputa com Danilo.

Confira mais trechos da entrevista:

UOL Esporte - Como você aprimorou essa sua característica do chute?

Alex - Dede criança, com 10, 12 anos, já pegava a bola e treinava de forma amadora no Paraná. Jogava futsal e sempre tive como característica o chute, sempre trabalhei isso. O futsal me deu o raciocínio mais rápido, o drible curto e a finalização mais certeira porque o gol é menor. No dia a dia você evolui com os treinamentos, sabe até onde pode ir. Por confiar muito no meu chute, muitas vezes reconheço que poderia ter dado um passe. Aí vem o famoso apelido de chuta-chuta, da Estrela [marca de brinquedos]. A partir de 2008, fiz uma sequência e um número maior de gols dessa forma.

Você se inspirou em alguém para ser um bom chutador?

Alex - Sempre admirei caras como o Neto, o Marcelinho Carioca, o Roberto Carlos. Gostava de ver o Celio Silva, o canhão do Brasileirão. O único cara que consegui trocar ideia foi o Neto. Ele falava 'é assim', e tinha a questão do bico da bola. Uma vez joguei contra o Marcelinho e perguntei se essa história de bater no bico da bola é verdade. Foi em uma partida durante o retorno dele, quando ele jogou coma camisa 77 [em 2006]. Até pedi a camisa para ele porque sempre o admirei demais.

E como funciona essa questão do bico da bola?

Alex - Hoje parece que não tem tanta diferença. Como o bico tem a tendência de ser um pouco mais pesado do que o restante da bola, dependendo de onde ele fica você pode fazer a bola cair mais rápido depois de passar pela barreira. Normalmente eu chuto onde está o bico. Eles [Neto e Marcelinho] me falaram da questão do bico, mas a bola era diferente na época. Hoje eu não sei, talvez precise de um estudo cientifico para averiguar. Às vezes, quando você treina e bate no bico, não dá certo. Então acho que depende muito mais da batida mesmo.

Antes o Bruno César era o 'chuta-chuta' no Corinthians.

Alex - É, ouvi muita história do Bruno César, mas até que o pessoal aqui não me chama assim, não. Até falo para os atacante aqui que quando eu ameaçar o chute é para ir, porque de repente posso enganar a marcação e fazer o passe. Na minha carreira dei alguns bons passes, então intercala um pouco as duas características. Ter coragem e a precisão para bater de fora acho que é uma coisa interessante.

E vocês combinam para o Liedson ou outro atacante se posicionar para o rebote?

Alex - Não. Isso é mais com o Willian do que comigo. O pessoal costuma brincar e dizer que quando o Willian chuta é para ir para o rebote (risos).

Você acha que já atingiu a boa fase que o consagrou no Internacional?

Alex - Estou numa crescente. Minha chegada até que foi boa, entrei bem em alguns jogos, virei titular e depois vivi um momento ruim, junto com todo mundo. Mas acho que hoje estou chegando mais próximo daquilo que posso ser.

Você já foi campeão da Libertadores, Mundial, da Sul-Americana. Como está a expectativa para ganhar o primeiro Brasileiro?

Alex - Seria inédito, para completar esse currículo e querendo aumentá-lo ainda mais. O sonhoe de qualquer jogador é defender um grande clube, conquistar grandes títulos, e o Brasileiro incluo nisso, chegar à seleção brasileira e disputar uma Copa do Mundo. Fui vice duas vezes, em 2005 e 2006 pelo Inter, é um campeonato muito difícil. Vivo essa situação novamente e não posso perder, mas por enquanto é uma possibilidade. Temos uma vantagem, mas sabemos que futebol também pode te trazer alguma surpresa. Começar uma história em um clube como esse com um título como o Brasileiro seria perfeito.

O que planeja para 2012? Ainda pensa em seleção brasileira?

Alex - Penso em fazer um trabalho excelente aqui, porque seleção é totalmente consequência, mas ainda desejo. Futebol e condição para isso acredito que eu tenha, só basta fazer, mas está no meu planejamento, sim.

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