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Tales Torraga

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Fifa põe Hernán Crespo na melhor Argentina da história e gera discussão

Time das "lendas argentinas" postado pela Fifa nesta quinta - Reprodução Fifa
Time das "lendas argentinas" postado pela Fifa nesta quinta
Imagem: Reprodução Fifa
Tales Torraga

Jornalista e escritor, Tales Torraga nasceu em Mogi das Cruzes (SP), mas é, segundo os colegas, "mais argentino que os próprios argentinos". Morou em Buenos Aires e Montevidéu, girou pela imprensa brasileira e portenha e escreveu 15 livros ? o último deles, Copa Loca, é sobre a...Argentina nos Mundiais.

Colunista do UOL

14/05/2021 12h00

Os seguintes jogadores estão acima perfilados: Lionel Messi, Diego Maradona, Mario Kempes, Javier Mascherano, Gabriel Batistuta, Daniel Passarella, Claudio Caniggia, Ángel Di Maria, Román Riquelme, Pato Fillol, Diego Simeone, Oscar Ruggeri, Javier Zanetti, Jorge Burruchaga, Hernán Crespo e Sergio Agüero.

São 16, os jogadores que integraram a ilustração postada nesta quinta-feira (13) à tarde pela conta oficial fifaworldcup no Instagram (oficial e verificada e com quase 20 milhões de seguidores) ilustrando os maiores jogadores de todos os tempos da seleção argentina.

O efeito foi o de sempre: um batalhão de curtidas (470 mil nas primeiras quatro horas) e outro de críticas questionando quem deveria sair para dar lugar a outros jogadores que também brilharam vestindo azul e branco.

Um dos apontados para sair desta lista é alguém que anda em alta no Brasil. Falamos de Hernán Crespo, o atual técnico do São Paulo. Dos maiores goleados argentinos do século, ele ocuparia, nos loucos debates das redes sociais, uma vaga que deveria ser de Jorge Valdano ou Daniel Bertoni, campeões mundiais em 1986 e 1978, autores de gols nas finais ante Alemanha e Holanda.

A trajetória de Crespo pela seleção argentina reserva duas miradas. A primeira observa a sua média de gols expressiva: 0,54 por jogo (35 tentos em 64 partidas). A outra indica sua modesta participação em Copas: foram três, nunca passando das quartas de final - e também estreando tarde como titular em 2006 com 31 anos.

É claro que os fãs fazem longas e barulhentas listas particulares para rebater os escolhidos pela Fifa, e os nomes mais repetidos são os de Carlitos Tevez, Loco Houseman, Leopoldo Luque, Sebastián Verón e Sergio Goycochea.

Além dos fãs, a imprensa argentina também repercute a lista. O goleiro Fillol, por exemplo, agradeceu a escolha citando outros nomes fortes da posição, como Nery Pumpido e os Sergios Romero e Goycochea.

"Não sei quem fez e não vou entrar em discussão. Se é pelos títulos, faltam muitíssimos. Precisaria ter uns 40 jogadores", comentou o ex-atacante Bertoni ao diário "Olé".

Os primeiros que aparecem na imagem são Maradona e Messi, hierarquia perante os demais. Outros nomes parecem indiscutíveis, como Mascherano e Zanetti, os recordistas de participações, os artilheiros Kempes e Batistuta e os zagueiros Ruggeri e Passarella. Dois que são bem questionados? Agüero e Di María, que jamais conquistaram título profissional pela Argentina (apenas o ouro na Olimpíada de 2008).

A coluna certa vez esboçou o 11 ideal da Argentina, este aqui. E o seu, qual seria?