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REPORTAGEM

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Luisa Stefani: duplista raiz, estudiosa e com retorno em Roma na mira

Reuters
Imagem: Reuters
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Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

21/10/2021 04h00

Era o melhor momento da vida tenística de Luisa Stefani. Uma inesperada e histórica medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio e uma série de três finais nos três primeiros torneios que jogou ao lado na nova parceira, a canadense Gabriela Dabrowski. As duas jogavam a semifinal do US Open - maior partida da carreira da brasileira no circuito - quando, em um flash, o sonho de uma final de slam foi interrompido.

Luisa Stefani sofreu uma ruptura total do ligamento anterior cruzado do joelho direito e foi ao chão, gemendo de dor. Saiu da quadra em uma cadeira de rodas e passou por uma cirurgia 17 dias depois. Agora dá os primeiros passos em um longo processo de recuperação que deve durar oito meses.

Nesta terça, de Tampa, na Flórida, Luisa conversou comigo por Skype. Falou sobre o sucesso olímpico e sua "popularização" com a campanha que terminou com a medalha, falou sobre os motivos do sucesso da dupla com Laura Pigossi, sua parceira no bronze em Tóquio, revelando uma conversa importante que as duas tiveram antes da competição e lembrando sobre como tinha anotações sobre todas as adversárias.

A paulista de 24 anos, atual número 11 do mundo no ranking de duplas, também fala sobre o sucesso imediato com a canadense Gaby Dabrowski, com quem avançou à semifinal no US Open, ressaltando como ambas gostam de jogar junto à rede, do jeito mais clássico, o jeito raiz. Luisa fala também quando pretende voltar ao circuito - o alvo é o WTA 1000 de Roma, em maio -, o que pensa em fazer durante o período de reabilitação e como pode ajudar o tênis feminino brasileiro a crescer.

Por último, a jovem, que chegou ao tênis profissional depois de competir por uma faculdade nos Estados Unidos, fala sobre o tabu que existe no Brasil sobre o tênis universitário americano, que muitos não veem como um caminho ideal para quem sonha com o esporte profissional.

A medalha te fez muito mais conhecida. Vi e ouvi muita gente que não é daquele público específico de tênis falando de você e procurando saber mais sobre você. Como você viveu isso? Houve algum momento específico em que você percebeu essa nova situação?

Foi caindo a ficha aos poucos porque eu fui [de Tóquio] direto para torneios. Como eu continuei indo bem e tendo resultados, por mais que tinha muita coisa extraquadra acontecendo, eu ainda estava muito focada nos jogos, na parceria nova [com Dabrowski]. Então eu acho que ficou muito óbvio nas redes sociais. Instagram, para mim, é uma forma de se conectar com o Brasil, com as pessoas que acompanham. Depois das Olimpíadas, os seguidores subiram muito e foi aí que deu para sentir o apoio e a galera assistindo. Muitas mensagens. Acho que nem li todas até hoje. De galera que começou a ver, de muita gente que não jogava tênis e decidiu começar a jogar, ou que queria assistir mais vezes, enfim... Todas essas mensagens me fizeram pensar bem na grandeza da conquista. O tênis brasileiro, principalmente no feminino, nunca tem tanta visibilidade ou transmissão. Tudo, no geral. Ali ficou muito claro. Quando os seguidores subiram, foi tangível ver o crescimento.

Você lembra dos números?

Eu comecei com 14 mil seguidores e agora estou com, sei lá, 85 mil. Até as Olimpíadas, tinha ido para 70 e poucos mil e aí, com os outros resultados, foi subindo mais. O da Laura ainda mais. Ela não estava com dez mil e nos primeiros dias estava assim "Estou chegando! Estou chegando!" e ela ficou muito animada quando chegou nos 10 mil porque aí podia fazer o link de arrastar para cima e passar o VPN e os links para a galera [ver os jogos em Tóquio]. Para mim, era tanto faz. Eu não ligo muito para essas coisas. Sei lá, talvez seja legal, mas eu realmente não ligo. Mas era legal ver a animação da Laura com tudo isso e ver os seguidores crescendo e tal.

Stefani horizontal 1 - Gaspar Nóbrega/COB - Gaspar Nóbrega/COB
Imagem: Gaspar Nóbrega/COB
Eu queria que você falasse mais especificamente sobre a parte tática da dupla. Porque às vezes é difícil explicar como você e a Laura, que é 180 do mundo nas duplas, derrubaram tanta gente grande em Tóquio. A dupla da Pliskova com a Vondrousova era fortíssima, a Mattek-Sands e a Pegula também eram fortes, e a dupla russa (Vesnina e Kudermetova) também. Então taticamente o que vocês fizeram que funcionou tão bem?

Para mim, as vitórias foram tão táticas quanto mentais. Primeiro, quando a gente chegou, a gente estava numa vibe incrível de estar juntas, vivendo esse sonho. Foi um grande primeiro passo. Mas mesmo estando lá, você ainda está muito longe da medalha. Eu não estava nem pensando nisso. A hashtag "ouremos" era meio que uma brincadeira para se tornar realidade. A chave era dura. Eu e a Lau, a gente conversou bastante. A gente sabia que não tinha ido bem antes nos torneios em que jogamos juntas. A gente não encaixa, a gente pensa muito diferente. Ela é muito mais regradinha. A gente até brinca que ela é mais robô. "Você vai sacar aqui, eu vou cruzar na primeira bola..." Tipo... na dupla é assim, mas ela é muito mais regrada, de ter as jogadas planejadas.

Menos instintiva, né?

É. Eu sou um pouco mais espontânea, mais instintiva. Tudo bem, não chamei que eu vou, mas se a bola estiver lá, eu vou. Eu tenho que estar livre. Então nas primeiras vezes que a gente jogou juntas, era uma coisa que a gente estava... A gente sabia que precisava melhorar. E a gente tem uma comunicação muito clara e honesta. Tanto o que ela sentiu das outras vezes quanto o que eu senti jogando com ela. Ali foi muito importante. Foi onde a gente determinou. "Lu, cuida do seu que eu faço a minha parte." Ela deixou isso bem claro para mim. E ela é muito confiante, ela tem uma garra muito forte. A confiança dela ajuda muito nesse tipo de competição contra meninas que, no papel, têm um nível muito mais alto e um ranking muito mais alto. Ali, ela estava muito confiante no jogo dela, e isso me deu confiança. A gente se confiou muito e ficou bem claro: "Eu vou tomar conta da rede, você vai tomar conta do fundo, que é o que você faz de melhor. Eu não vou ficar cruzando porque não vou fazer o meu direito e vice-versa. Você fica no fundo. Se estiver indo para rede e sentindo que não está dando certo, volta para o fundo." Foi uma conversa muito honesta. E a equipe técnica foi gigantesca de dar esse apoio, de dar a visão de fora. Adoro o Jaime [Oncins], ajudou muito.

E dentro das partidas?

Como eu já tinha jogado e ganhado praticamente de todas essas meninas - e perdido também - eu tinha essa confiança. Eu sabia como elas jogavam. Eu tenho notas de todas essas meninas, então os padrões, principalmente das simplistas, não vão mudar. Então se a gente conseguisse neutralizar o que elas fazem bem, usar as armas da Lau e ela confiar em mim... Acho que isso deu muito certo. Em cada jogo, a gente entrou com uma tática bem clara, um plano de jogo. Muitas vezes no começo não deu certo. A gente estava tomando um pau. Só que a gente sabia que tinha que continuar fazendo a coisa certa, e a gente ia ter chances. E assim foi em alguns jogos. Mesmo quando a gente estava perdendo, a gente queria mais, e a gente confiou uma na outra. A parte tática foi fundamental, mas foi bem simples. Não foi nenhum monstro de sete cabeças que a gente teve que chegar a uma fórmula.

Quando você disse que seu jogo não encaixava tanto com o da Laura... Agora me veio a lembrança daquele confronto da Billie Jean King Cup. E foi por isso que você escolheu jogar com a Carol a partida decisiva?

Foi. Foi muito mais questão de instinto ali. Por mais que com o que aconteceu nas Olimpíadas, é fácil falar....

Não tô te julgando agora, pelo amor de deus. É que você falou, e eu lembrei.

Não, não. Eu sei. Eu sei, teve essa questão. Mas foi mais por isso. Com a Carol, eu tinha ganhado o bronze (nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019), a gente tinha feito mais jogos juntos que deram certo. Eu tinha confiança no fundo de quadra dela. Com a Lau, eu sabia que ela estava num momento bom, mas tinha jogado um jogo duro naquele dia, podia estar mais cansada, mas tenho certeza que ela teria energia para aquela dupla. Mas no momento eu não tinha treinado consistentemente o suficiente com nenhuma das duas para me sentir confortável. E no momento que eu estava, o importante era eu me sentir bem para conseguir jogar bem com alguém que eu tivesse confiança. Ali foi a decisão do feeling e, querendo ou não, no primeiro a gente jogou muito bem. Foi um dos sets mais lindos que a gente jogou juntas [no fim, as polonesas Katarzina Kawa e Magdalena Frech fizeram 1/6, 6/2 e 6/4 e deram a vitória ao time da casa]. A Lau talvez tenha ficado "por quê?", mas ao mesmo tempo a gente tem uma comunicação clara o suficiente e eu não me arrependo dessa decisão. Na hora, eu achei que era o certo, mas infelizmente, não deu.

Stefani Dabrowski - Getty Images - Getty Images
Imagem: Getty Images
Agora me fala da parceria com a Gaby? Vocês se conhecem há um bom tempo e juntas vocês passam uma vibe muito legal, muito positiva, e já ajuda bastante em várias situações, mas me diz, taticamente, por que o jogo de vocês encaixou tão bem. Vocês jogaram quatro torneios e fizeram final (WTA 500 de San Jose), título (WTA 1000 de Montreal), final (WTA 1000 de Cincinnati) e semi de US Open.

Nossos jogos se encaixam muito naturalmente no sentido de jogar parecido. É raro, mas a gente se complementa jogando mais parecido. Às vezes, eu preciso de alguém que tenha o que eu não faço bem. Acho que ela ainda faz isso, mas a gente...

(interrompendo) O que você acha que não faz tão bem?

Ah, eu preciso de uma parceira que seja sólida no fundo, principalmente de devolução, para me deixar livre na rede ou para tirar pressão de quando eu estou atrás. Eu acho que melhorei muito nesse aspecto, mas não é o meu forte, não é o meu ganha-pão. Eu estava me sentindo super bem, podia me bancar ali, mas não é ali que eu vou ganhar os jogos e os pontos mais importantes. Eu tenho consciência. Então com a Gaby, a gente gosta de usar a quadra inteira, a gente gosta de jogar dupla, a gente gosta de ser taticamente mais inteligentes do que as nossas adversárias, descobrir o que está funcionando ou não... A leitura de jogo das duas ajuda muito a gente na questão de duplas mesmo e cobrir uma a outra em quadra. Era uma coisa que a gente estava melhorando a cada torneio. Quanto mais a gente jogasse juntas, mais a gente ia chegar nesse ponto de sincronia. Por mais que seja natural, tinha várias coisas que a gente ainda precisava melhorar para ser ainda melhor.

É errado eu dizer que vocês jogam mais dupla-dupla do que a maioria dos times no circuito feminino? Eu quero dizer assim... de vocês duas estarem sempre buscando sacar e subir à rede, fazendo um jogo mais tradicional de duplistas mesmo, sabe?

Sim. Eu acho que isso que fez a dupla também ter tanto sucesso porque a gente faz... A gente joga dupla! Para mim, o jogo de dupla tem que ser jogado assim. No masculino, a gente vê um pouco mais de dupla nesse tipo, mas por isso a gente estava se divertindo tanto. Esse é o tipo de dupla que é mais legal. Para mim, eu gosto de assistir, mas também gosto de jogar. É tipo xadrez. Você tem que achar os espaços, pode fazer tudo. Isso é o legal da Gaby. Ela tem todas as bolas! Eu também gosto de pensar que tenho muita variação, então jogar com alguém que tem tantas variações e entende o jogo... É muito mais posicionamento, então eu jogo a bola aqui, e ela sabe para onde ir para cobrir a quadra, para diminuir a quadra para as adversárias e deixar elas sem espaço. Isso é o que faz nossa dupla ter tido tanto sucesso e ser muito mais divertida e leve e a gente gostar de estar jogando juntas.

Minha única pergunta sobre a lesão: tem uma previsão na sua cabeça para voltar ao circuito?

Eu tenho metas, assim, de voltar, mas mais para ter uma coisa em mente, para quando as coisas ficarem difíceis na fisio. Se um dia eu estiver mais para baixo e tal, tenho um ponto de quando eu quero voltar. Então eu coloquei no meio da gira de saibro, para Roma [tradicionalmente em maio, algumas semanas antes de Roland Garros], que é um torneio grande, que eu gosto de jogar. Mas, ao mesmo tempo, estou com zero pressa. Vou deixar essa meta ali porque serão oito meses quase. Parece razoável. Aí, quando estiver chegando o mês cinco-seis, vou avaliar com o time e ver como vai estar minha recuperação porque é muito mais questão de passos e etapas da fisioterapia. Não é muito questão de como estou me sentindo. Meu corpo tem que estar pronto para passar para a fase seguinte de fisio quando estiver pronto. Se demorar mais que o cronograma, vai demorar um pouco mais. Se eu estiver indo mais rápido, a gente acelera um pouco. Mas assim: não vai ser antes de seis meses. É muito recente, então não estou planejando voltar em seis meses. Também não quero deixar muita especulação de voltar em tal torneio ou tal mês porque tem muitas variáveis, mas por dentro eu tenho uma meta de quando eu quero conseguir voltar para continuar me puxando na fisio. Ao mesmo tempo, realmente não vai ter data exata e daqui a alguns meses eu vou ter mais clareza nesse aspecto.

Eu te vejo como uma pessoa muito ativa. É óbvio que você vai ter um tempo grande ocupado com fisioterapia, mas você já parou para pensar no vai fazer no tempo livre durante esse período longe do circuito?

Sim. Com certeza. Estou pensando bastante no que fazer. Até agora foi um pouco difícil na questão de querer fazer as coisas, mas não ter a disposição, não ter a energia... Eu queria primeiramente arrumar meu quarto, deixar tudo organizado, mas não estava podendo andar sem muleta. Agora estou começando a ficar de pé, então consigo fazer coisas mais ativas. Então primeiro eu tenho que ser muito paciente comigo mesmo nisso de querer fazer muita coisa e não poder. Não deixar isso me abalar. Eu vou para o Brasil no fim do ano. Estou muito animada, faz muito tempo que estou querendo ir. Minha sobrinha vai nascer nas próximas semanas, uma coisa que estou super ansiosa e animada. Enfim... além de hobbies ou coisas básicas para minha saúde mental do dia a dia, tipo ler e tocar violão, também estou pensando nos projetos que quero fazer parte no Brasil. De como ajudar ou como devolver, estando presente ou longe. Algumas coisas que estou querendo começar a fazer por aí para retribuir um pouco e também para me ocupar porque é uma coisa que me interessa muito, mas ainda não tenho muita experiência. Mesmo se for de formas pequenas. Mas agora estou refletindo bastante em como posso ajudar, o que posso fazer e conversando com gente que pode me guiar um pouco. Esse momento é muito novo, como tudo que aconteceu este ano, principalmente nos últimos meses, então tem muita coisa extraquadra que posso continuar fazendo. Além de treinar! Porque poxa, estou mais cansada do que quando estava treinando e jogando no circuito (risos)!

Você falou depois das Olimpíadas de fortalecer o tênis feminino brasileiro, de mostrar mais, atrair ais meninas para jogar. Óbvio que seus resultados já ajudam bastante, mas o que dá pra fazer fora de quadra nesse sentido?

Eu tenho pensado bastante nisso. Todos esse projetos que dão oportunidade para crianças jogarem ou para trazerem mais gente para o esporte para verem a beleza do tênis... Quando você disponibiliza o acesso, que é uma das partes mais difíceis - em São Paulo, não tem muita quadra pública. Então quando você tem academias ou eventos privados, mas que você dá acesso a mais gente, seja massificação ou clínicas, eventos que distribuem equipamento, trazem mais gente para o esporte e talvez despertem o interesse de uma ou outra. Eu acho que assim que cresce. Tênis não está no nosso DNA no Brasil, então é um processo. Também motivar mais treinadores é importante para incentivar as crianças. Os torneios no Brasil também são um grande feito. A gente precisa de mais torneios para dar chance de as meninas mais novas sentirem como é um torneio profissional. Estou vendo algumas fotos e resultados em que a maioria das tenistas na chave são brasileiras [Luisa se referia ao torneio W15 de Piracicaba], então é uma boa oportunidade para elas jogarem. Tenho certeza que muitas delas estão nervosas para jogar o primeiro torneio profissional. Esse sentimento motiva muito as meninas. É bem legal ter isso próximo.

Minha última pergunta é sobre tênis universitário. Acho que ainda existe um tabu aqui no Brasil sobre isso porque ainda não saiu ninguém daqui que jogou tênis em faculdade e se tornou um top 100 de simples. Muita gente ainda olha para o college como plano B ou como rota a ser tomada quando o garoto não tem nível para ser profissional. E em uma conversa com a sua mãe, ela me disse algo no sentido de a universidade ajudar a separar. Se a pessoa vai com a intenção de ser profissional, o tênis universitário vai dar o caminho, mas se a pessoa vai querendo festa de fraternidade, vai ter também esse caminho. Então a universidade ajuda a deixar claras as coisas. Você vê mais ou menos assim?

Também acho mais ou menos isso. Eu fui com uma intenção muito clara de jogar profissional. Eu fui com uma bolsa [Luisa estudou na Pepperdine University, na Califórnia, EUA], sabendo que se eu quisesse sair depois de um ano, eu podia, e também fui com a total confiança de que o técnico da faculdade podia me ajudar a melhorar e continuar jogando. Sempre penso nisso. Se você tem seus objetivos claros, se você quer ser profissional, eu acho difícil culpar o college por você não ser profissional. Se você vai para a universidade e perde o interesse ou você descobre outras coisas que você gosta e quer ir mais por essa linha, não tem nada de errado com isso, mas não é culpa da universidade. É sua própria decisão. Do mesmo modo que se você é profissional e está gostando, mas não está tendo bons resultados, vai querer parar? São dúvidas que você tem, e você tem que tomar uma decisão. É como tudo na vida. Para mim, é muito claro. Se você vai com o intuito de ser profissional, você sai da universidade querendo ser profissional e não consegue, é culpa da universidade? A universidade não te ajudou, talvez? Isso é muito difícil dizer porque é de cada caso. Eu tenho muita certeza que nas universidades top de linha, a maioria que tem bons programas de tênis, mesmo que o técnico não seja fantástico, você vai estar jogando um bom nível de tênis. Nas melhores universidades, Divisão I principalmente. Então com essa oportunidade eu tenho confiança que você vai conseguir pelo menos relacionamentos que vão te ajudar no futuro, na vida no circuito e etc. Eu concordo nessa parte com a minha mãe. São decisões. Se você quer ser profissional e for sacrificar as coisas, trabalhar duro e realmente quiser - e tiver os recursos também, o que é um problema - mas não dá para culpar o universitário hoje em dia por não virar profissional. Tudo bem, existem as dificuldades que podem ser financeiras, mentais ou outras descobertas no seu caminho, mas é uma decisão pessoal de cada atleta-estudante.

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