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Circuitos ampliam paralisação do tênis até 31 de julho

Getty Images
Imagem: Getty Images
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

15/05/2020 11h13

A Federação Internacional de Tênis (ITF), a ATP e a WTA anunciaram, nesta sexta-feira, quase simultaneamente, a ampliação da paralisação dos circuitos profissionais de tênis. Agora, os torneios estão interrompidos até 31 de julho.

Na ATP, isso significa a não-realização dos torneios de Hamburgo, Bastad, Newport, Los Cabos, Gstaad, Umag, Atlanta e Kitzbuhel em suas datas originais. Na WTA, a medida afeta os eventos de Bastad, Lausanne, Bucareste e Jurmala. As entidades que controlam os circuitos masculino e feminino informam que seguirão monitorando a pandemia do novo coronavírus e respeitarão as orientações médicas para determinar quando será seguro voltar a realizar eventos. O comunicado da ATP ressalta a possibilidade de remarcar eventos para datas posteriores.

Além dos circuitos principais, que incluem os torneios de nível Challenger (ATP) e os do WTT (ATP e WTA), estão suspensos os torneios internacionais juvenis, de sêniores, de cadeiras de rodas e de beach tennis.

O Hall da Fama Internacional do tênis também foi afetado com a medida desta sexta-feira. Todo ano, a cerimônia de entrada de atletas famosos no Hall é realizada em julho, durante o ATP 250 de Newport, disputado nas quadras de grama do local. Com a suspensão do torneio, o Hall da Fama já informou que Conchita Martínez e Goran Ivanisevic, que seriam imortalizados este ano, terão sua cerimônia remarcada para 2021.

Coisas que eu acho que acho:

- A notícia deve ter surpreendido um total de zero pessoas no planeta. A cada dia, ficava mais do que óbvio que não seria possível retornar na data-limite anterior, que era de 13 de julho. E, sinceramente, a data de 31 de julho tampouco parece plausível para a volta de tantas competições em tantos lugares diferentes do planeta.

- O tênis, vale lembrar, tem, a cada semana, torneios em quase todos continentes e com tenistas de toda a parte. O retorno à normalidade (100% dela) vai requerer que muitos países tenham deixado para trás a pandemia. Uma volta em breve significaria que nem todos poderiam competir e, muito menos, em igualdade de condições - levando em conta viagens, períodos de quarentena e tudo mais.

- Sobre ATP e WTA, parece seguro dizer que as entidades foram conservadoras com a data de 31 de julho. Isso faz sentido porque há a esperança de realizar o US Open e, portanto, o pré-US Open, que teria Washington, Cincinatti e Albany no feminino, enquanto a ATP realizaria Washington, Cincinnati e Winston-Salem. De todo modo, o cenário nos EUA não é exatamente animador no momento.

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