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Federação americana reforça: tênis não é seguro contra COVID-19

O Estádio Louis Armstrong, em Nova York, já está sendo utilizado no combate ao coronavírus - USTA
O Estádio Louis Armstrong, em Nova York, já está sendo utilizado no combate ao coronavírus Imagem: USTA
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

04/04/2020 09h12

Já faz algum tempo que o mundo inteiro se preocupa com a pandemia do novo coronavírus, mas ainda há uma quantidade considerável de desinformação circulando sobre que práticas são seguras ou não durante um período em que distanciamento social é crucial para controlar a propagação do problema. Dito isso, deixo aqui este post para deixar claro: tênis não é seguro.

Quem afirma isso é a USTA, a federação de tênis dos EUA. Em comunicado recente, a entidade fez questão de esclarecer que melhor a fazer, tendo em vista o bem-estar coletivo, é parar de praticar o esporte.

O texto diz que "embora não haja estudos específicos sobre tênis e COVID-19, orientadores médicos acreditam que exista e possibilidade de que o vírus responsável pela COVID-19 pode ser transmitido pelo compartilhamento e manuseio de bolas de tênis, maçanetas de portões, bancos, postes de rede e até mesmo pisos de quadras."

A USTA recomenda paciência no retorno às quadras e reforça aos seus afiliados que "nossas decisões afetarão não apenas nós mesmos, mas poderão impactar comunidades maiores."

Resumindo: quem puder, fique em casa. Por favor.

Coisas que eu acho que acho:

- Quem tem Instagram sabe: ainda tem gente jogando de forma recreativa e correndo risco. Já vi até profissional batendo bola e achando que não há problema. Então que fique claro: não, não adianta só aquele cumprimento de cotovelo no fim da partida. Tênis não é 100% seguro no momento.

- Parabéns para a USTA, que entende o tamanho de sua "família", que envolve não só profissionais, técnicos e todo tipo de funcionários contratados da entidade, mas também os amadores federados e até os que jogam de forma recreativa sem vínculo com a USTA. Quem rege o esporte em um país precisa saber o tamanho de sua responsabilidade e abrangência. Palmas para a USTA, que mais uma vez mostrou iniciativa e profissionalismo. Quem sabe fazer, não se omite.

- Ainda sobre a USTA: está sendo construído no Billie Jean King National Tennis Center (sede do US Open) um hospital com 350 leitos. Doze quadras do Centro de Treinamento Indoor serão transformadas em cerca de 9 mil metros quadrados de espaço hospitalar. O Estádio Louis Armstrong, segundo maior do complexo, está sendo utilizado (veja foto no alto do post) para preparar e distribuir até 25 mil pacotes de refeições diariamente. Cada pacote tem dois dias de café da manhã, almoço e jantar para pacientes, funcionários e crianças. Aplausos.

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