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Pressão em cima de Perez para melhorar em 2024 já começou na Red Bull

Se a Red Bull viu de um lado da garagem um domínio sem precedentes de Max Verstappen, com 19 vitórias, do outro Sergio Perez custava para entender porque tinha tanta dificuldade com o mesmo carro, principalmente aos sábados. O mexicano jamais deixou a segunda posição no mundial de pilotos e foi o vice-campeão por antecipação, mas ao mesmo tempo teve como média de posição de largada o oitavo lugar. Algo difícil de explicar para quem tinha o melhor carro do grid.

É fato que o RB19 não era um carro especialmente bom aos sábados - o próprio Verstappen teve como posição média o terceiro lugar no grid - mas ainda assim a diferença entre os dois esteve entre as maiores do grid. E esse é um grande ponto de pressão para Perez logo de cara na temporada 2024.

"Ele sabe que é um ano importante para ele e vai pegar um pouco de tempo agora para refletir sobre onde precisa melhorar e tenho certeza que voltará forçando no próximo ano", foi o recado claro do chefe Christian Horner em entrevista recente à TV Sky Sports.

"Seu ritmo de corrida está lá, sua habilidade de corrida é fantástica, ele provavelmente ultrapassou mais carros do que qualquer piloto neste ano, mas só precisamos que ele largue entre os quatro primeiros em vez de nono ou décimo."

Conhecendo o modus operandi da Red Bull, Perez não vai ter muito tempo para se reerguer. A dificuldade que eles tinham ano passado em encontrar rapidamente um substituto de confiança já foi resolvida com a volta de Daniel Ricciardo à AlphaTauri, os dois carros vão guardar ainda mais semelhanças do que em 2023 na próxima temporada, e o australiano não deveria ter grandes problemas de adaptação caso tivesse que substituir o mexicano antes do final de seu contrato, que acaba em dezembro de 2024.

O problema é que é difícil para Perez tirar o máximo do RB19 da maneira como Verstappen faz porque seus estilos de pilotagem são muito diferentes. Perez não se sente confortável com uma frente tão arisca como Verstappen e isso fica muito mais claro quando o carro tem de ser pilotado no limite.

Ele sabe disso, e vem trabalhando com seus engenheiros para tentar encontrar algo no carro que permita tirar mais performance do que conseguiu em 2023. O mexicano teve uma imersão de três dias na fábrica da equipe em outubro depois de um péssimo final de semana no Qatar e conseguiu entender o que eles estavam fazendo de errado em termos de configuração.

Mesmo assim, sua média de posição de largada foi até ligeiramente pior, mostrando que há trabalho a ser feito antes do campeonato de 2024 começar no Bahrein em março.

"Não sou o tipo de cara que, nesta fase da carreira, desiste e está disposto a terminar a carreira assim", disse o piloto de 33 anos em Abu Dhabi, antes da última corrida da temporada. "Estou ciente da responsabilidade que tenho e não sou o tipo de pessoa que culpa as pessoas ao meu redor pelos resultados. No final das contas, se você quer estar na Red Bull, sei o quão forte mentalmente você precisa ser para estar aqui."

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