PUBLICIDADE
Topo

Paulo Anshowinhas

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Pâmela Rosa fala de competição, games e rivalidade antes de disputar o STU

A bicampeã mundial de street skate Pamela Rosa  - Marcelo Zambrana/Divulgação
A bicampeã mundial de street skate Pamela Rosa Imagem: Marcelo Zambrana/Divulgação
Conteúdo exclusivo para assinantes
Paulo Anshowinhas

Paulo Anshowinhas é skatista pioneiro, jornalista, radialista e comunicador. Foi juiz do Mundial de skate da Alemanha, chefe da delegação no Mundial do Canadá, comentarista do X Games e fundador da revista Yeah! Skate is my life.

Colunista do UOL

01/12/2021 04h00

Bicampeã mundial da Street League, campeã pan-americana júnior, são-paulina apaixonada, integrante da bateria da Tom Maior, influenciadora de gamers da Los Grandes GG com mais de 866 mil seguidores no Instagram, Pâmela Rosa se aquece para o OI STU Open, que rola de quinta a domingo, na Praça Duó, no Rio de Janeiro. É o último evento em que a skatista deve competir neste ano, antes de partir para férias merecidas.

Pâmela vem de uma sequência de eventos e vitórias impressionantes, como o bicampeonato mundial da Street League há 16 dias em Jacksonville, na Flórida, onde deixou a queridinha do momento, a maranhense Rayssa Leal, a Fadinha na segunda posição e a japonesa medalhista de ouro olímpico Momiji Nishiya no terceiro lugar.

Pamela Rosa na SLS - Julio Detefon/CBSK - Julio Detefon/CBSK
Pamela Rosa na SLS no Brasil
Imagem: Julio Detefon/CBSK

Na sexta-feira passada aproveitou para levar o título de primeira campeã pan-americana júnior de skate, em Cali, na Colômbia, e parte agora para a disputa de um novo título no Rio de Janeiro.

Pâmela foi também a única menina convidada a correr entre os homens no Tampa Pro em meados de outubro deste ano. Neste ritmo, tem dado trabalho para sua fisioterapeuta Bruna Luiza, para se recuperar de lesões inevitáveis.

Mas toda essa visibilidade tem sido um prato cheio para seu cartel de patrocinadores que inclui Nike SB, TNT Energy Drink, Posso Skateboards, Banco BV, Panasonic, Bones Wheels, Bones Bearings e Prefeitura De São José dos Campos, cidade onde nasceu e mora até hoje.

Pamela e treinador e empresario Hamilton Freitas - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Pamela Rosa e o seu treinador e empresário Hamilton Freitas
Imagem: Arquivo Pessoal

Entre uma viagem e outra, aproveitamos um raro momento de pausa para fazer algumas perguntas para Pâmela sobre favoritismo, forma física, games e rivalidade, como pode ser conferido abaixo:

UOL Esporte - O fato de você ser bicampeã mundial e franca favorita nos eventos que participa te ajuda ou atrapalha?

Pâmela Rosa - Não ajuda e nem me atrapalha. O nível técnico mundial é muito parecido. Temos várias meninas muito boas no circuito. Mesmo bicampeã mundial não me considero favorita. Acho que o meu sentimento é de competitividade nos eventos. Em qualquer esporte sempre querem vencer dos melhores. Sempre vejo a rivalidade como algo natural. Em Jacksonville, o evento foi difícil e de alto nível técnico. Gosto disso! Essa competição de sempre querer melhorar, entrar com uma manobra nova ou melhorar uma que não encaixei em algum evento. Esses desafios que me motivam!

UOL Esporte - Tem alguma manobra que falta para completar seu repertório para se tornar imbatível?

Pâmela Rosa - Não existe esse sentimento de imbatível no skate e de manobra perfeita. O que acontece muito em esporte individual é você não estar num bom dia e acaba não achando uma manobra ou uma volta boa. Tem que estar bem preparado fisicamente e mentalmente sempre! Eu acho que esse é o maior desafio! O talento é fundamental, mas não é tudo.

UOL Esporte - Como foi sua experiência no Tampa Pro, como única mulher a competir entre os homens?

Pâmela Rosa - Foi fantástico! Fui muito bem recebida por todos. O espaço era ótimo, a pista e a organização do evento. Me senti muito à vontade. Em Tampa, ainda não estava nem 80% recuperada da minha lesão. E mesmo assim fiquei muito orgulhosa de mim por ter chegado na final. Tenho certeza que poderia ir além se estivesse 100%, mas não reclamo! Como experiência foi animal.

A skatista Pamela Rosa - Marcelo Zambrana/Divulgação - Marcelo Zambrana/Divulgação
A skatista Pamela Rosa
Imagem: Marcelo Zambrana/Divulgação

UOL Esporte - Você tem planos de competir em Free Fire?

Pâmela Rosa - Seria irado, mas não me dedico para ser uma pro player (jogadora profissional). Jogo por diversão e para zoar com os amigos. Quem sabe um dia, mas agora nem passa isso na minha cabeça. Quero vencer sempre (risos), mas jogo para me divertir e distrair.

UOL Esporte - Existe alguma rivalidade no skate que te incomoda?

Pâmela Rosa - Da minha parte nenhuma. Eu tento ficar fora de qualquer situação que possa gerar um problema para mim. Foi tão legal ver o skate estreando nos Jogos Olímpicos. Mesmo lesionada e sem ter conseguido fazer uma boa competição, deu para ver que muitas meninas e meninos começaram a se interessar pelo skate no Brasil. Eu tive, por exemplo, um crescimento absurdo de seguidores no Instagram. Então, na boa, nem penso em polêmica com esse assunto. Quero aproveitar essa hype e os eventos televisionados para fazer o esporte crescer e poder inspirar outras pessoas.