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REPORTAGEM

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Mayra Aguiar volta a lutar após 16 meses e perde na 2ª rodada do Mundial

Mayra Aguiar durante campanha no Pan-Americano de 2015 - Harry How/Getty Images
Mayra Aguiar durante campanha no Pan-Americano de 2015 Imagem: Harry How/Getty Images
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

11/06/2021 09h46

O retorno de Mayra Aguiar aos tatames depois de uma cirurgia no ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho não foi como esperado. Sem competir desde antes da pandemia, mais especificamente desde fevereiro de 2020, a gaúcha participou hoje do Mundial de Judô, que está sendo disputado em Budapeste (Hungria) e parou logo na segunda rodada.

Mayra, que é esperança de medalha para o Brasil em Tóquio, estreou no Mundial vencendo a belga Sophie Berger, mas perdeu na segunda fase para Marhinde Verkerk, da Holanda, uma tradicional algoz. Em seis confrontos entre as duas, a holandesa venceu cinco. Estatística incomum para a brasileira, que tem sete medalhas em Mundiais.

Candidata ao terceiro pódio olímpico em Tóquio, Mayra se machucou durante a Missão Europa, promovida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) no ano passado, quando atletas de ponta do Brasil foram levados para treinar em Portugal. Ela foi operada em outubro, mas a lesão foi mantida em sigilo por ela, pelo clube dela, a Sogipa, pelo COB e pela CBJ e só foi tornada pública depois de matéria do Olhar Olímpico.

Na ocasião, foi estipulado que ela deveria voltar a competir entre abril e maio deste ano. A recuperação atrasou um pouco, mas foi finalizada a tempo de ela ao menos participar do Mundial e tentar se confirmar como cabeça de chave em Tóquio. Apesar da eliminação precoce, isso vai acontecer, porque ela é a oitava pelo ranking olímpico, que considera apenas um atleta por país, e suas adversárias mais próximas nem foram ao Mundial.

Por enquanto o Brasil faz campanha de pouco destaque no Mundial. O time brasileiro só chegou a uma disputa por medalhas, com Ketleyn Quadros, na categoria até 63kg, mas a veterana perdeu na disputa pelo bronze, terminando em quinto. Ontem (10) Maria Portela caiu nas quartas de final e, logo em seguida, voltou a perder na repescagem, ficando em sétimo. Todos os demais foram eliminados ainda antes.

A expectativa para amanhã (12), porém, é alta. É quando serão disputadas as chaves dos pesos pesados masculino e feminino. O Brasil tem chances de medalhas com seus quatro representantes: Rafael Silva e David Moura entre os homens, e Bia Souza e Maria Suelen Altheman no feminino. Em ambos os casos existe uma disputa interna pela convocação para Tóquio e o resultado do Mundial tende a ser determinante na escolha.

Apesar de ser cabeça de chave, Baby deu enorme azar e enfrenta o cubano Granda, 18º do mundo, na primeira rodada, e, se passar, o sul-coreano Sungmin Kim na segunda. David tem chave bastante acessível até as quartas. No feminino, quem deu azar foi Maria Suelen, que encara uma ucraniana que é 15ª do mundo, logo na primeira fase.