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Fábio Seixas

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Programe-se: GP dos EUA

Max Verstappen, líder do Mundial de F-1, chega ao circuito de Austin nesta quinta-feira  - Mark Thompson/Getty Images/Red Bull
Max Verstappen, líder do Mundial de F-1, chega ao circuito de Austin nesta quinta-feira Imagem: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

21/10/2021 13h56

Não deve ser Turquia-2020. Mas os pilotos entrarão na pista de Austin, na sexta-feira, com a missão de explorar um terreno quase desconhecido.

Já faz dois anos que a F-1 não corre por lá. Depois das pesadas críticas às ondulações, em 2019, parte da pista foi recapeada. Como não houve GP dos EUA em 2020, a primeira experiência da categoria nas novas condições será justamente na abertura dos treinos livres.

A MotoGP, que correu por lá no começo do mês, não gostou nem um pouco.

Líder do campeonato, o francês Fabio Quartararo classificou o circuito de "pouco seguro" e disse que o piso é "uma piada".

Os pilotos chegaram a assinar um manifesto dizendo que não voltarão a Austin no ano que vem se medidas de segurança não forem tomadas _e isso inclui melhorias drásticas no asfalto.

Motos e monopostos são diferentes, sabemos disso, mas o tom das críticas acendeu um alerta nos promotores do GP e em toda a F-1.

Vale lembrar que, em 2019, Vettel abandonou o GP com uma falha na suspensão que a Ferrari atribuiu às fortes ondulações.

Para o chefe da Pirelli na F-1, Mario Isola, as condições atuais do circuito são uma incógnita.

"As equipes têm uma boa rodagem em Austin, mas a pista estará diferente neste ano. Cerca de 40% do circuito foi recapeado e, por causa das restrições de viagem, não pudemos mandar nosso pessoal para analisar o novo asfalto", disse o italiano.

Isso explica a opção conservadora de pneus para o fim de semana. A fabricante levou para Austin os compostos C2, C3 e C4.

Noves fora a preocupação com o estado da pista, o assunto em Austin nesta quinta é o resultado da pesquisa global que a categoria conduziu em parceria com a Nielsen Sports.

A grande notícia é a confirmação da mudança de perfil dos fãs. A idade média caiu de 36 para 32 anos. A participação das mulheres na pesquisa quase que dobrou: de 10% para 18,3%. E mais da metade dos torcedores, 51%, está envolvida em jogos eletrônicos de automobilismo.

A pesquisa foi respondida por 167 mil fãs em 187 países, e 14.4% deles apontaram Verstappen como seu piloto favorito. Norris veio em segundo, com 13,7%. Hamilton, que liderava a pesquisa em 2017, agora foi apenas o terceiro mais votado, com 12,5%.

Tem muitos achados interessantes, prometo voltar aqui nos próximos dias com análises mais aprofundadas. Taí um tema que me interessa muito.

Enquanto isso, segue a programação do GP dos EUA, 17ª etapa do campeonato, no traço fino do Pilotoons...

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Programação do GP dos EUA
Imagem: Pilotoons