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Fábio Seixas

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Preocupada, Red Bull pode trocar carro de Verstappen

O holandês Max Verstappen, antes da largada para o GP da Turquia, em Istambul - Mark Thompson/Getty Images/Red Bull
O holandês Max Verstappen, antes da largada para o GP da Turquia, em Istambul Imagem: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull
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Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

14/10/2021 16h00

A vantagem técnica vista no meio do Mundial não existe mais. Na última corrida, a diferença de ritmo foi gritante. A rival está com uma mão no Mundial de Construtores.

Em busca de respostas para seguir sonhando com o Mundial de Pilotos, a Red Bull pode tomar uma medida drástica para o GP dos EUA: trocar o carro de Verstappen.

O estopim para que a equipe considerasse a mudança foi o ritmo do holandês em Istambul, no último fim de semana. No domingo, ele cruzou a linha de chegada mais de 14 segundos depois de Bottas. Na classificação, no sábado, levou 0s328 de Hamilton e 0s198 do finlandês.

Mais até do que a diferença na bandeirada _que precisa ser relativizada, porque a última volta nunca é muito realista_, o que chocou a Red Bull foi o fato de ele jamais ter conseguido se aproximar de Bottas para ameaçar sua liderança.

"A Mercedes foi superior na Turquia, simples assim", disse Marko, a eminência parda da Red Bull, homem de confiança do dono da equipe. "Com pista molhada, Max normalmente não teria problemas em superar Bottas. Mas em Istambul ele não conseguiu nem sequer acompanhá-lo. Com tanques vazios, eles estavam especialmente mais velozes do que nós."

Segundo ele, há uma desconfiança de problema no chassi.

"O carro estava longe do ideal. Max reclamou muito de saídas de frente, e nada do que tentamos resolveu isso."

Mudanças de chassi no meio da temporada não são incomuns. Com toques, batidas, rodadas e desgaste de peças ao longo do ano, é natural que o comportamento dos carros mude.

A Mercedes tomou decisão parecida na primeira metade do ano, quando começou a enfrentar dificuldades no duelo com a Red Bull.

Hamilton e Bottas trocaram de carros no GP da França, o que não adiantou muito naquela ocasião: Verstappen conseguiu um hat trick, com pole, volta mais rápida e vitória.

É irônico que, passadas nove etapas, a situação tenha virado.

Hoje, Verstappen é líder do campeonato. Mas a vantagem é pequena, de apenas seis pontos.

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Valteri Bottas, da Mercedes, à frente de Max Verstappen, da Red Bull, na largada em Istambul
Imagem: Umit Bektas/Reuters

Como se não bastasse o ritmo fraco em Istambul, a próxima etapa não parece muito promissora para sua equipe.

Em oito edições da F-1 em Austin, foram cinco vitórias da Mercedes. A outras foram distribuídas por McLaren, Ferrari e Red Bull _esta, há oito anos.

Em termos de velocidade pura, o domínio da Mercedes é ainda mais assustador. As últimas seis poles por lá foram conquistadas pela equipe alemã.

"Vamos trabalhar noite e dia, vamos continuar lutando. Um ponto positivo é a maneira tranquila com que Max vem lidando com essa situação. Ele está calmo", completou Marko.

Até quando? Acho que vai depender muito do que acontecer nos EUA...