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Fábio Seixas

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Cinco meses após quase morrer, Grosjean volta a um F-1

Romain Grosjean experimenta o cockpit da Mercedes para o teste que fará em Paul Ricard, em junho  - Twitter/Romain Grosjean
Romain Grosjean experimenta o cockpit da Mercedes para o teste que fará em Paul Ricard, em junho Imagem: Twitter/Romain Grosjean
Fábio Seixas

Fábio Seixas é jornalista com mestrado em Administração Esportiva e passagens por veículos como Folha de S.Paulo, SporTV e TV Globo. Cobriu mais de 170 GPs de F-1, esteve em duas temporadas da Indy e chegou a pilotar um Benetton em Paul Ricard. Voltou para os boxes rebocado.

Colunista do UOL

05/05/2021 10h12

A imagem acima e o vídeo abaixo trazem um afago à alma em dias tão difíceis.

Grosjean voltou a sentar num carro de F-1, a primeira vez desde o horrível acidente no Bahrein que quase o matou, há pouco mais de cinco meses.

E não é um carro qualquer. É uma Mercedes, é o carro da equipe que vive o maior domínio da história da F-1.

O francês, que atualmente corre nas etapas de circuitos mistos da Indy, esteve na sede da equipe para conhecer as instalações e fazer o molde do banco no modelo usado pelo time em 2019.

Em junho, ele dará algumas voltas de exibição com o carro antes do GP da França, em Paul Ricard. Será emocionante, sem dúvida. Alguns dias depois, fará um teste com o carro, no mesmo circuito.

Tudo isso é resultado de uma promessa que foi feita por Wolff quando o francês ainda estava hospital no Bahrein, recuperando-se das queimaduras sofridas no acidente.

"A primeira vez que ouvi sobre essa oportunidade eu ainda estava na cama de hospital no Bahrein e aquilo me animou muito. Dias depois eu recebi um e-mail dizendo que aquilo ia mesmo acontecer", diz o francês no vídeo. "É uma oportunidade muito, muito boa. Serei eternamente grato à Mercedes e ao Toto."

"Romain escapou daquele acidente tão grave e achamos que seria uma boa ideia que ele encerrasse a passagem pela F-1 pilotando um Mercedes em Paul Ricard", conta Wolff.

Os brutos, às vezes, também são capazes de gestos bonitos.