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Diego Garcia

REPORTAGEM

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Em acordo, Caboclo doou 1 tonelada de ração por chamar mulher de 'cadela'

Rogério Caboclo, no discurso após ser eleito presidente da CBF, em 2018 - Lucas Figueiredo/CBF
Rogério Caboclo, no discurso após ser eleito presidente da CBF, em 2018 Imagem: Lucas Figueiredo/CBF
Diego Garcia

Repórter desde 2010, passou por Folha de S. Paulo, ESPN, Terra e Placar. Ganhou dois prêmios Aceesp (2014 e 2016) e foi indicado aos prêmios Comunique-se (2019), República (2017, 2018 e 2021), Folha (2018 e 2019) e Fenacor (2020). Cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas, Mundial de Clubes e outros grandes eventos. Contato: garciadiegosilva@gmail.com

Colunista do UOL

09/09/2021 04h00

O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, fez uma doação de uma tonelada de ração à Suipa (Sociedade União Internacional Protetora dos Animais). A iniciativa veio após acordo do dirigente com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que abriu investigação contra o cartola.

Caboclo havia sido acusado de chamar uma funcionária de "cadela" e oferecer a ela biscoito de cachorro, segundo denúncia feita por uma mulher que trabalhou na CBF ao lado do dirigente.

A doação fez parte do acordo, assinado na última sexta-feira (3). Caboclo também enviou medicamentos à Suipa e doou ração e remédios à Secretaria Municipal de Proteção dos Animais. O acordo não significa que ele admitiu culpa e, sim, que acatou os pedidos do MP em troca de o processo ser arquivado.

Outra parte do acordo incluiu a doação de telefones celulares, peças de reposição para viaturas e cestas básicas ao Projeto Maria da Penha.

O UOL entrou em contato com Caboclo, que afirmou não poder comentar o assunto por se tratar de procedimento sigiloso.

No dia 24 de agosto, a Comissão de Ética da CBF decidiu que Caboclo não cometeu assédio sexual contra a funcionária que fez a denúncia. O órgão classificou a atitude do cartola como inadequada e sugeriu punição de 15 meses de afastamento.